Grandes sofrem com mau começo nos Estaduais
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terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Agência Estado 
São Paulo - Ser torcedor de um time considerado grande cada vez menos é sinônimo de alegria e títulos nos campeonatos estaduais. Tudo bem que os torneios mal começaram em 2007 - são apenas três semanas de bola rolando -, mas torcidas de Norte a Sul do País já estão preocupadas com o que pode acontecer.
Os torcedores que mais se questionam neste momento são os do Atlético-MG. Depois de um ano de recuperação com a conquista da Série B e a volta à elite do Brasileirão, a expectativa era de que a ascensão continuaria. A base do time foi mantida e alguns reforços chegaram, como o lateral Coelho, ex-Corinthians. Em dois jogos no Campeonato Mineiro, no entanto, duas derrotas e a penúltima posição na classificação.
''O sinal amarelo já está ligado. Temos que mudar essa situação'', diz o técnico Levir Culpi, repetindo um velho discurso no futebol. As derrotas que colocaram o time alvinegro nesta situação foram para o atual segundo colocado, o Villa Nova (3 a 2, em Belo Horizonte) e para o sexto colocado, o Tupi (2 a 0, em Juiz de Fora), com o time jogando mal e acumulando expulsões.
Na Bahia, o inferno astral do time campeão brasileiro de 1988 continua. O Bahia, que no ano passado não ficou nem entre os oito melhores do Estadual, e depois disputou a Série C e não conseguiu o acesso, está em quarto lugar na classificação, embora a apenas um ponto do líder, o Vitória da Conquista (que soma oito). No domingo, o Bahia empatou com o lanterna Ipitanga (1 a 1) e até o momento não conseguiu convencer sua torcida de que vai melhorar.
Ainda na Região Nordeste, Náutico e Ceará também estão em situação complicada. O Náutico é apenas o quinto colocado no Pernambucano e perdeu o clássico deste domingo contra o arqui-rival Santa Cruz por 2 a 0, enquanto o Ceará foi derrotado pelo lanterna do Cearense, o Quixadá, pelos mesmos 2 a 0, e demitiu o técnico Dimas Filgueiras - Marcelo Vilar, que estava no Barueri-SP, foi contratado.
Em Santa Catarina, Avaí e Figueirense, os dois maiores vencedores do Estado, dividem as duas últimas posições na classificação, com apenas três pontos em quatro jogos. Os dois times já tentam reforços com a esperança de melhorar.
O que parece ser o caso mais crítico, na verdade, é o menos problemático. O Internacional, campeão mundial e da Libertadores, é o lanterna do Grupo A do Campeonato Gaúcho com apenas um ponto ganho, e dificilmente conseguirá sua classificação na competição. Só que o time não parece estar nem aí com isso, pois também joga o Estadual com um time reserva, com jogadores pouco aproveitados pelo técnico Abel Braga.
O problema é que, se o ritmo não mudar, esses grandes precisarão até se preocupar com a fuga do rebaixamento. Como disse Levir Culpi, o sinal amarelo está ligado para todos.


