Grandes paulistas reforçam o ataque para o Brasileiro
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terça-feira, 20 de julho de 1999
Por Anderson Couto e Emerson Couto 
São Paulo, 21 (AE) - Com o entra-e-sai de atacantes nos grandes clubes paulistas, duas realidades distintas começam a ser desenhadas. No Corinthians e Palmeiras, por exemplo, que não perderam atletas da posição e ainda tiveram os reforços de Luizão e Asprilla, respectivamente, a briga por uma vaga será acirrada. Para compensar perdas, o Santos decidiu recorrer a uma dupla de antigos amigos e o São Paulo aposta na juventude. A Portuguesa, mais humilde nos investimentos, coloca as esperanças em Márcio Mexerica.
Contratado por US$ 7 milhões, Luizão chega para ser titular no Corinthians, ao lado de Edílson, sensação do Campeonato Paulista e com recente aumento de salário depois de polêmicas negociações. "A minha adaptação está sendo muito boa", comemora Luizão, que fez sua estréia extra-oficial em um amistoso contra um combinado de Rio Claro, sábado. Marcou um gol na goleada por 6 a 0. Ele elogiou e recebeu elogios dos companheiros. "Jogar ao lado do Luizão é fácil", emenda Marcelinho.
Enquanto um trio ofensivo vai-se entrosando, outros atletas devem assumir a condição de coadjuvantes no Campeonato Brasileiro. Fernando Baiano, um dos artilheiros da Taça Libertadores com 6 gols, experimentou o gostinho de ser titular, mas deve ficar na reserva, assim como Dinei, que ainda discute a renovação de seu contrato, que termina no domingo.
Ambos foram convocados para o jogo de hoje entre paulistas e mineiros, em amistoso, em Belo Horizonte. Foi uma espécie de incentivo e premiação do técnico Oswaldo de Oliveira aos dois atletas, que estiveram bem no primeiro semestre, foram campeões paulistas, mas que perdem espaço. Mirandinha deve transferir-se para o Juventude, de Caxias do Sul.
Decisão revista - Paulo Nunes chegou a declarar que, caso não recebesse US$ 1 milhão da Parmalat, referente a uma dívida com o Benfica, não vestiria mais a camisa palmeirense. O efeito Asprilla funcionou antes do imaginado. Depois da contratação do colombiano, o brasileiro mudou o discurso, desculpou-se por ter falado demais e aceitou ficar, mesmo sem receber dinheiro do patrocinador.
"O importante é que apareceu uma luz para mim", afirmou. A Parmalat comprometeu-se a continuar prestando assessoria jurídica ao atleta para cobrar a tal dívida. "Quando o dinheiro chegar à minha conta ficarei ainda mais tranquilo", garante. Oseas, que completou um ano de Palmeiras na terça-feira, vai lutar para não sair da equipe. Evair, Euller e Edmílson completam a lista. Apesar de tantos atacantes, o técnico Luiz Felipe Scolari tem já suas lamentações. Asprilla e Paulo Nunes, sem condições físicas ideais, vão demorar a estrear. Euller está machucado.
Sem Viola, no Vasco, e Alessandro, que estavam dando alegria ao torcedor, o Santos tem, agora, uma dupla que brilhou no São Paulo há dois anos - Dodô, que teve o passe comprado por US$ 5,5 milhões, e o colombiano Aristizabal. Para o técnico Émerson Leão
a equipe perdeu um pouco a força de contra-ataque, mas deverá ganhar maior qualidade na posse de bola "O Dodô é um jogador moderno, mais leve e com boa movimentação."
Juventude - O São Paulo perdeu Dodô e Warley, que vai atuar pela Udinese, mas conta com Sandro Hiroshi, maranhense com ascendência japonesa, vice-artilheiro do Paulista com 11 gols, um a menos que Alex, do Mogi Mirim. Em seu primeiro jogo, contra o Morélia, em Los Angeles, domingo, marcou os gols da vitória por 2 a 1. "Estava meio gripado e acho que posso melhorar muito ainda", analisou. Aos 18 anos, Hiroshi é a aposta na juventude feita pelos são-paulinos. Além dele e França, os titulares, Edu, de 20 anos, é outra opção.
Na Portuguesa, a esperança de gols está nos pés de Márcio Mexerica ou apenas Márcio, como preferem o atleta e o técnico Zagallo. O atacante, que deve formar dupla com Reinaldo, que já estava no clube no primeiro semestre, foi o responsável pelo fim da invencibilidade do treinador na Lusa no início do ano, então pelo Paulista. Márcio jogava pelo São José. Zagallo lamentou muito a perda de Hernâni e torce por rápida recuperação de Leandro.
No Guarani, Róbson Ponte foi para a Alemanha e as duas contratações foram modestas - Badico, de 30 anos, ex-Vila Nova-MG, e Deives, de 24, ex-Olaria.


