France Presse

Barcelona - Com pequenos progressos ou passos gigantescos, ganhando dois décimos ou um segundo, todas as escuderias da Fórmula 1 chegam a Barcelona para o Grande Prêmio da Espanha, hoje, com melhorias em seus carros, que poderão alterar radicalmente a atual temporada. A prova começa às 9 horas (horário de Brasília).
As equipes com pior desempenho até agora são as mais ambiciosas. A Ferrari, que só consguiu três pontos em quatro corridas, trabalhou "dia e noite" para que seus pilotos, o brasileiro Felipe Massa e o finlandês Kimi Raikkonen, disponham de "muitas modificações" em Barcelona, segundo o brasileiro. "É lógico que ganhar seria um milagre. Mas temos que acreditar em nós mesmos", declarou Massa, que ainda não conseguiu pontuar nesta temporada, antes de destacar que "as demais (equipes) também estão progredindo".
"Este fim de semana nos dará uma indicação sobre a possibilidade da McLaren-Mercedes desempenhar ou não um papel no primeiro plano do Mundial de 2009", avaliou o atual campeão, o britânico Lewis Hamilton. "Viemos de muito longe e ainda temos um longo caminho a percorrer", acrescentou o piloto.
Seu carro, pouco competitivo nas duas primeiras corridas, foi modificado substancialmente e melhorou muito nos dois grandes prêmios seguintes. "Não temos previsto nenhum progresso radical (em Barcelona)", assegurou Hamilton.
"Novo ‘pacote’ na China, novas peças no Bahrein e aqui... Estamos tentado alcançar os outros", comentou o espanhol Fernando Alonso, da Renault, oitavo colocado com cinco pontos. Mas falta testar os avanços. Nesta temporada, os testes estão proibidos, o que impossibilita as avaliações. "É difícil simular a vantagem: um décimo, dois, quatro, seis... Nesta corrida todo mundo vai melhorar esse leque. Assim que as posições continuarão iguais", assinalou o piloto, bicampeão mundial em 2005 e em 2006.
Esses prognósticos, sem dúvida, estão no gosto das escuderias que lideram o mundial - BrawnGP, Red Bull e Toyota -, que souberam tirar proveito do regulamento desta temporada para impulsionar carros ao primeiro plano, com uma excelente aerodinâmica graças aos famosos difusores.
Enquanto McLaren-Mercedes e Ferrari terão de passar, sobretudo na parte aerodinâmica, a Brawn GP deve "controlar mais as coisas" porque "já tem um bom ritmo" de corrida, explicou o britânico Jenson Button, líder do Mundial depois de vencer três das quatro primeiras provas.
A Red Bull, segunda no mundial de construtores, não terá "nada muito grande" para testar, declarou Sebastian Vettel, vencedor do GP da China, terceira etapa da temporada. "Temos já um bom carro, que pode nos proporcionar muitos pontos", acrescentou.
Mas nenhum piloto quer imaginar uma temporada já decidida, com Button e Brawn GP na liderança, seguidos de perto por Vettel. "Tem que esperar. Não basta ter o carro mais veloz no grid de largada. Tem que terminar as corridas, ter sorte...", advertiu Fernando Alonso.

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