Grandes equipes fazem duelo imprevisível em SP
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sábado, 29 de março de 1997
Livio Oricchio Agência Estado 
DivulgaçãoFlecha prateadaMika Hakkinen e sua McLaren, que tem um visual bem diferente em relação ao dos últimos anos. Equipe de Ron Dennis venceu o GP da Austrália
Com a expectativa de muito equilíbrio e nenhum favorito destacado, o Campeonato Mundial de Fórmula 1 tem hoje, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, a segunda etapa da temporada. Assim como na Austrália, quando a vitória ficou com David Coulthard, da McLaren, a Williams não terá moleza este ano e vai precisarbrigar muito pela vitória, assim como a Ferrari e a Benetton. O Brasil terá na pista apenas dois pilotos - Rubens Barrichello e Pedro Paulo Diniz -, uma vez que a equipe Lola de Ricardo Rosset foi desativada. A Rede Globo começa a mostrar todo o agito em Interlagos a partir das 12h15. A largada acontece às 13 horas.
As muitas irregularidades do piso de Interlagos, associadas à constante possibilidade de chuva durante a corrida, transformam o resultado da prova de hoje em um dos mais imprevisíveis do campeonato. A maioria das equipes treinou duro nas duas últimas semanas, visando uma melhor participação no GP do Brasil.
Barrichello, da Stewart/Ford
Os 4.325 metros do circuito paulista, com suas subidas, descidas e curvas fechadas, exigem muito mais de freios e de motor que o traçado Albert Park. Esse foi um dos motivos de Patrick Head, diretor-técnico da Williams, ter modificado o sistema de frenagem de seus carros. Heinz-Harald Frentzen e Jacques Villeneuve treinaram quatro dias, semana passada, em Paul Ricard, na França. O objetivo principal foi o de testar novos discos, de diâmetro maior, a fim de evitar o seu superaquecimento, causa do abandono de Frentzen em Melbourne.
A Ferrari treinou três dias em Monza e mais três em Fiorano. Michael Schumacher e Eddie Irvine checaram o comportamento do modelo F-310B com sete novos tipos de pneus de chuva, desenvolvidos pela Goodyear para enfrentar a Bridgestone. Os pneus japoneses vêm se mostrando mais rápidos no asfalto molhado. Mas tanto Schumacher quanto Irvine comentaram que o avanço do pneu norte-americano, como da Ferrari, foi grande. A equipe utilizou entre sexta-feira e sábado meio milhão de litros de água para molhar seu circuito.
O vencedor do GP da Austrália, o escocês David Coulthard, prosseguiu o desenvolvimento do McLaren-Mercedes MP4/12 em Silverstone, segunda e terça-feira. Numa pista como Interlagos, onde o motor é elemento ainda mais fundamental na performance do conjunto, a McLaren tem nova oportunidade de obter outro grande resultado. A unidade V-10 Mercedes utilizada por ela está no mínimo no mesmo nível dos dois melhores motores da F-1, o Renault RS9 e o Ferrari 046/1.
DivulgaçãoPedro Paulo Diniz, da Arrows
Os pilotos brasileiros têm condições de um desempenho superior ao apresentado na Austrália. Pedro Paulo Diniz, da Arrows-Yamaha, disse que já em Interlagos a sua escuderia deverá ter uma performance mais constante. Damon Hill, seu companheiro, completou mais de 200 voltas em Paul Ricard, entre segunda e terça-feira, enquanto na quarta-feira Diniz deu mais 110 voltas. Nossa evolução foi principalmente em confiabilidade do equipamento, falou o brasileiro. A grande preocupação de Tom Walkinshaw, proprietário da TWR, organização proprietária da Arrows, é fazer com que seus pilotos não fiquem parados no meio da pista, como vem acontecendo desde o lançamento do modelo A-18. Tínhamos problemas com os programas de computador do câmbio e do motor, com a embreagem e o acelerador eletrônico, explicou Diniz. Segundo comentou, tanto o seu carro quanto o de Hill não apresentaram em Paul Ricard suas crônicas dificuldades.


