Curitiba - Os três clubes de Curitiba que participam da Série A aprovam a mudança de calendário, embora com algumas restrições. O mais elogiado foi o Brasileirão, que deverá ser disputado em oito meses e com turno e returno. O mais criticado é a volta do Paranaense em substituição à Sul-Minas.
''Preferíamos a Sul-Minas, mas o Brasileiro em oito meses é um passo tão importante que as 12 datas iniciais passaram a ser irrelevantes'', afirmou o presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia. A preferência pela Sul-Minas é porque estava sendo rentável, enquanto o Paranaense dá prejuízo aos grandes clubes. ''O Estadual em 12 datas é o contrapeso, é o osso que veio junto com o filé mignon'', exemplificou Petraglia.
O presidente do Coritiba, Giovani Gionédis, afirma que o mais importante é manter fixo o calendário. ''Hoje, quem vai investir se não sabe quando começa e quando termina um campeonato?'', pergunta. ''O que não pode é mudar todo o ano. Com um calendário fixo, a gente pode fazer um planejamento antecipado''.
O diretor de futebol do Paraná Clube, Ocimar Bolicenho, afirma que para o clube pouco altera, mas há uma esperança. ''Primeiro que não fomos convidados a opinar. Segundo, que nas três competições organizadas pela Liga nós fomos prejudicados. Agora, com a organização da CBF, esperamos uma divisão de verbas mais justa e equitativa''.
Os três diretores concordam em outra coisa. As mudanças técnicas tornarão os campeonatos mais justos, pois o melhor time no Brasileirão será o campeão desde que não mudem o critério de pontos corridos. O mesmo acontece com a Copa do Brasil, que será composta pelos clubes melhor classificados nos torneios estaduais. (L.C.O.)

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