Hockenheim, Alemanha - Apesar da queda do avião da Malaysia Airlines na Ucrânia, na última quinta-feira, Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da F-1, disse não estar preocupado com a realização do GP da Rússia, programado para estrear no calendário da categoria em 12 de outubro. "Sempre digo que nós não nos envolvemos em política. Temos um contrato com eles (russos) e sabemos que eles o irão respeitar. E nós obviamente faremos o mesmo", afirmou o dirigente inglês.
A tensão na região já era causa de preocupação no paddock da F-1, que só aumentou depois do avião ser abatido por um míssil na última semana. A Ucrânia acusou separatistas pró-Rússia pela queda do vôo MH17, que matou os 298 passageiros que estavam a bordo. Desde a tragédia, na semana passada, líderes internacionais pedem sanções contra a Rússia.
"Não vamos especular sobre coisas que podem ou não acontecer. O que posso dizer é que vamos honrar nosso contrato. O Sr. Putin (Vladmir, presidente da Rússia) tem apoiado bastante a ideia do GP e tem sido de grande ajuda. Nós faremos o mesmo", completou Ecclestone.
A última vez que a F-1 cancelou um GP por conta da instabilidade política foi em 2011, quando o GP do Bahrein, que abriria a temporada daquele ano, foi cancelado. No ano seguinte, apesar de a tensão política no país ainda existir, a etapa foi realizada com alguns pequenos incidentes com membros de alguns times.

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