A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou ontem o cancelamento da primeira prova de Fórmula 1 na China, que estava marcada para 21 de março. A corrida seria a segunda da temporada, após o GP da Austrália, dia 8. Problemas de logística na cidade de Zhuhai obrigaram os organizadores a tirar a prova do calendário.
O chefão da categoria, Bernie Ecclestone, porém, garantiu que a China estará no calendário do ano 2000. ‘‘É só uma questão de tempo para Zhuhai ter uma estrutura capaz de receber seis jumbos e as mil pessoas que acompanham a Fórmula 1’’, disse o dirigente. Além da reforma do aeroporto, os chineses terão que melhorar os boxes, a torre de controle e a sala de imprensa do circuito.
A prova na maior república comunista do mundo é uma grande jogada de marketing que Ecclestone não quer perder. A Fórmula 1 expande as suas fronteiras por causa das restrições à propaganda de cigarros na Europa. Ecclestone busca corridas na Ásia, na África e nos Estados Unidos. A categoria já terá uma prova na Malásia este ano, em 17 de outubro, e outra em Indianápolis, nos EUA, no próximo ano.
Coréia do Sul, Líbano, África do Sul e até a Rússia, apesar da crise econômica, reivindicam um lugar no calendário. Recentemente, os 11 times da F-1 - sete deles patrocinados majoritariamente por cigarros - concordaram em aumentar o número de corridas do campeonato de 16 para 20 nos próximos três anos. As indústrias de tabaco querem correr em lugares onde possam mostrar suas marcas.
A FIA confirmou os GPs da San Marino e da Hungria para 2 de maio e 15 de agosto. As duas corridas estavam ameaçadas, mas os problemas foram sanados. A FIA obteve garantias do governo italiano de que não haverá processos judiciais em caso de acidentes na pista de Imola, como o que matou Ayrton Senna em 1994. E recebeu dos organizadores húngaros um plano para conter a invasão da pista acontecida este ano, e que custou uma multa de US$ 250 mil.

mockup