GRAND PRIX
Rivais, corram atrás!
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
DANIEL BORTOLETTO<br>[email protected] 

Das cinco seleções que estão atrás do Brasil no ranking mundial feminino, quatro foram rivais no Grand Prix, nas últimas duas semanas, e receberam um recado claro: cuidado, as atuais bicampeãs olímpicas estão voando na preparação para o Mundial de setembro.
Ontem, no Ibirapuera, em São Paulo, os Estados Unidos, vice-líderes do ranking, se juntaram a Itália (4 o-), China (5o-) e Rússia (6o-), como vítimas do Brasil. E por incontestáveis 3 sets a 0 (25-20, 25-22 e 29-27), para não deixar dúvidas. Dos rivais citados acima, apenas as chinesas tiveram o gostinho de vencer um set. Outra prova do momento vivido pelas brasileiras, que precisam de apenas mais uma vitória na 3aetapa do GP, em Bangcoc, na Tailândia, no próximo fim de semana, para carimbar uma das quatro vagas para as finais, que acontecerão no Japão (único dos líderes do ranking que não enfrentou o Brasil). E as adversárias que já ficaram pelo caminho que se virem para a obtenção dos outros três lugares na fase decisiva, já que a disputa inclui ainda Sérvia, Turquia e Alemanha.
A sensação que tenho, após ver de perto as partidas no Ibirapuera, é a de que a Seleção está muito segura do seu potencial. Sabe das virtudes, admite erros e projeta estar ainda melhor daqui a 45 dias, quando começará o Mundial na Itália.
Individualmente, José Roberto Guimarães tem poucos motivos para se preocupar com o time titular (Dani Lins, Sheilla, Fernanda Garay, Jaqueline, Thaisa, Fabiana e Camila Brait). Sua meta é conseguir que as reservas cresçam de produção para ter uma equipe de 14 jogadoras em um nível semelhante. No jogo de ontem, em momentos pontuais do segundo e terceiro sets, ele contou com ajuda importante de Fabíola, Tandara e Natália. Nos próximos jogos, Gabi, Léia, Adenízia, entre outras, devem ser testadas, para que a meta traçada para o Mundial seja alcançada. Caso isso aconteça, os rivais que já estão em maus lençóis deverão se preocupar um pouco mais.

1. Qual o sentimento que fica após, finalmente, vencer os Estados Unidos em frente a essa torcida?
Primeiro, agradecer ao público. Foi extremamente importante ver o ginásio lotado e a ajuda que recebemos deles. Foi um grande treinamento para os Jogos do Rio-2016. Vimos uma melhora no nosso time em relação aos quatro amistosos. Fomos para lá para melhorarmos, termos mais ritmo e aprendemos a jogar contra os Estados Unidos. Com a ajuda da torcida, isso aconteceu na forma de um 3 a 0. Sem a torcida, não seria dessa maneira que foi.
2. Venceram três fortes escolas. O que deve ser feito na Tailândia?
Precisamos ganhar mais um jogo para classificar. Nada está garantido. A ideia é tentar nessa última fase, claro que buscar a classificação, mas dar ritmo a todas as jogadoras. Elas estão sendo muito importantes, quem vem do banco vem ajudando muito o time. Precisamos de um time de 14 jogadoras, em que não haja diferença entre quem entra ou sai.


