São Paulo - O Sol de verão até agora não consegue esquentar o futebol paulista. Os principais clubes do Estado seguem rotina morna neste início de temporada na programação e nos investimentos. Tanto que, a sete dias da rodada inicial do Paulistão, as equipes ainda não têm forma nem se apresentam para 2003 com contratações de impacto, daquelas que agitam o mercado, provocam discussões e atraem interesse de torcedores.
O tempo para colocar os elencos em ordem é exíguo, lamentam-se treinadores e preparadores físicos. O dinheiro anda mais curto do que nunca, rebatem cartolas. E não há previsão de jogadas de surpresa de última hora. Em 10 de fevereiro, terminam as inscrições e serão admitidos grupos no máximo com 35 jogadores.
Rebaixados As modificações mais acentuadas, por enquanto, se limitam a Palmeiras e Portuguesa. Ambos recorreram à reformulação ampla, por necessidade e para dar satisfação a suas respectivas torcidas. Afinal, caíram para a Segunda Divisão nacional e seus cartolas precisam dar a impressão de que se mexeram. A quantidade, porém, não significa qualidade. Pelo menos, por enquanto.
A Portuguesa aparece com o técnico Flávio Lopes, no lugar de Gílson Nunes, chamado em cima da hora para substituir Edu Marangon e evitar a queda. Sem sucesso. Além disso, aposta em novos ou já ''rodados'' como Badé, Granja, Luciano, Élder, Marcelo Fernandez e Capitão.
O Palmeiras chamou Jair Picerni, com a esperança de que possa tornar o time leve e prático como o São Caetano. E, de preferência, que conquiste títulos, mesmo que seja o da Série B. A maioria dos ''reforços'' limita-se a repatriar jogadores que estavam emprestados, como Thiago Gentil, Magrão, Neném, Claudecir e Gilvan. Vieram também Índio, o veterano Adãozinho, Leandro, com passagem sem brilho pelo São Paulo, e Everaldo, que defendia o Ahlen, time que briga para não cair para a Terceira Divisão na Alemanha. Quarta-feira contratou Marquinhos a preço de ocasião. O time se prepara em Pouso Alegre (MG).
Mudanças O Corinthians, vice-campeão brasileiro, foi surpreendido com a saída de Carlos Alberto Parreira, convocado para reassumir o comando na seleção brasileira. Geninho trocou o Atlético Mineiro de um momento para outro, com o desafio de fazer a torcida esquecer seu antecessor e de levar o time a levantar a Copa Libertadores.
Os reforços se restringem, até agora, a Capone (que estava na Turquia) e a Fumagalli (há tempos em litígio com o Santos). Há tentativa de acertar com Liédson, do Flamengo. Pouco para quem tem pretensões de ganhar a América e enfrentar o campeão europeu no fim do ano.
Os dirigentes do Santos não colocaram a mão no bolso. Passada a euforia do título brasileiro de 2002, retomaram a política de ''pés no chão''. Com isso, perderam Robert, Maurinho e Alberto. Contratações para a Libertadores? Apenas o atacante Ricardo Oliveira, da Portuguesa, e a renovação com o técnico Emerson Leão.
O São Paulo procura acertar as laterais. Primeiro tirou Leonardo Moura do Palmeiras e agora fechou com Fabiano, do Atlético Paranaense. Também recebeu de volta Lino, Sidney, Alexandre, Fabiano Costa e vai aproveitar juniores.
A ordem geral é economizar.

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