Gramado é o pior adversário do LEC
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quinta-feira, 04 de março de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
O gramado do Estádio Waldemiro Wagner, duro e cheio de areia, preocupa mais o time do Tubarão do que propriamente os gols de Neizinho ou Rui Barbosa. Sem o desejo de levantar polêmica, ou desmerecer o patrimônio público de Paranavaí, os jogadores do Londrina, principalmente aqueles que estiveram no empate da primeira fase (1 a 1), conhecem muito bem o desconforto de jogar num gramado de qualidade abaixo da média. E as armadilhas do campo não dão trégua a ninguém.
O setor defensivo é o mais prejudicado. ''Não dá para dominar a bola, e também fica muito difícil pra gente lá de trás sair jogando. A melhor forma de espantar o perigo é rebater a bola de primeira'', ensinou o zagueiro Rodrigo, já escalado pelo técnico Raul Plassmann. Ciente das artimanhas do ACP, o jogador pretende diminuir o índice pessoal de faltas, evitando assim a jogada de bola parada, principal recurso do Paranavaí. ''Eles cavam muitas faltas nas laterais, sempre com a intenção de alçar a bola para dentro da área'', completou.
Com a suspensão de Thiago Matias, o companheiro de zaga será Luís Henrique, que vinha atuando na lateral-esquerda com Raul. Apesar de poucos dias de treinamento, o duo acredita que o entrosamento virá no decorrer da partida. ''A gente já se conhece um pouco dos outros jogos. Quando eu estava na lateral, o Rodrigo sempre jogava do lado esquerdo. No mais é conversar para acertar o posicionamento'', ponderou Luís Henrique. ''Vamos resolver na conversa'', prosseguiu Rodrigo.
As dificuldades do piso incomodam também quem joga mais à frente, como é o caso do meia-ofensivo Eduardo Neves, que marcou duas vezes nos dois últimos jogos. ''Com certeza é nosso maior adversário, lá não tem condições de jogar. O jeito é simplicar o máximo possível'', receitou o meia, jogador regularmente elogiado pelo treinador em razão de sua função tática. ''Mas se não der na técnica, o time tem que jogar com garra e vontade de vencer'', disparou.
O atacante Cahê, cuja característica mais visível é a condução de bola, prevê que enfrentará dificuldades no domingo com o estado do gramado o jogo está marcado para as 15h30. ''Eu gosto de carregar a bola, mas quando vou partir pra cima ela pipoca um pouco. Mas estou acostumado a jogar nas várzeas de São Paulo (capital), e acho que não deve ser pior'', comparou o jogador, revelado nas categorias de base do Palmeiras.


