A troca do gramado do Estádio do Café já virou novela. Sem ter certeza do desfecho, a direção da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) já trabalha com a possibilidade de mais uma vez adotar apenas medidas paliativas que possam deixar o local menos impraticável, ao invés de acabar de vez com o problema que se arrasta há anos.
A licitação para a troca do gramado, com valor máximo de R$ 471.333,00, foi suspensa na segunda-feira, último dia para apresentação das propostas, por determinação da Controladoria do município, que viu problemas técnicos no edital. Porém, a demora até que a readequação sugerida seja executada pode fazer com que as obras sejam impossíveis de serem concluídas antes da estreia do Londrina no Campeonato Paranaense de 2013, em janeiro.
O presidente da FEL, Claudemir Vilalta, ainda tenta manter o otimismo. Porém, o discurso dele não condiz com o tom desanimado da voz. ''A princípio, continua o plano A. A Secretaria de Gestão se comprometeu a fazer as adequações técnicas que a Controladoria pediu até quinta-feira (amanhã). A partir disso, se republica o edital e o prazo para propostas se abre novamente'', afirmou Vilalta, ressaltando que, se a abertura da licitação não ocorrer até segunda-feira, ficará difícil entregar o novo gramado dentro do prazo necessário. ''Vai ficar um prazo muito estreito, preocupante. São oito dias úteis após a publicação, alguns dias para empenhar o serviço, depois 45 dias para executá-lo e mais 60 dias para a grama enraizar'', descreveu.
Neste caso, só restaria o plano B, que é a recuperação da grama, que não será de 100%, já que ela estava condenada por causa das pragas que a atingiram. O procedimento é o mesmo que foi feito nos anos passados e deixa apenas uma melhora momentânea, que acaba conforme o uso do gramado e a chegada do inverno. ''O problema era no inverno. Acreditamos que em janeiro o gramado vai estar em condições de jogo. Mas vai chegar em abril e o problema vai voltar. Se o calendário do Londrina for mais extenso, teremos problemas, assim como na Divisão de Acesso'', adiantou o presidente da FEL.

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