São Paulo - Oito cartões amarelos, dois vermelhos e muitas jogadas ríspidas no empate de quarta-feira por 1 a 1 foi pouco perto do esperado para o duelo de domingo, novamente no Morumbi, no terceiro round entre São Paulo e Santos, agora pelo Brasileiro. ''Pelas provocações, será um barril de pólvora'', acredita o atacante Grafite.
No duelo que decidirá o futuro das equipes no Campeonato Brasileiro, Elano, desde que acusou Lugano de violento, volta a se encontrar com o uruguaio. Assim como Júnior e Paulo César se desentenderam nos dois jogos. Fabão deve estar em campo, caso Leão não queira tirá-lo da equipe titular.
''Será uma partida tensa'', prevê Cicinho. ''Um jogo de risco'', arrisca Renan. O temor é evidente entre os são-paulinos. Sabem, contudo, que se mantiverem o clima de guerra, terão um amargo fim de ano. O nervosismo já ocasionou na eliminação da Copa Sul-Americana. Falharam demais nas finalizações.
Agora, prometem jogar futebol. ''Se pensar em bater no Robinho por ele tentar gracinha, vou tomar o drible, uma cana (entre as pernas)'', acredita Renan. ''O certo é visar só a bola.''
O técnico Emerson Leão pediu e a diretoria multará Fabão pela expulsão, descontando-lhe 10% do salário. ''Vou trocar uma idéia com ele'' diz Juvenal Juvêncio, diretor de Futebol. ''Se infringiu alguma regra, será multado,'' afirma. ''Sou funcionário do clube e o que eles acharem que devem fazer, vou acatar'', aceita Fabão.

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