São Paulo - Grafite reconheceu que o gol marcado aos 31 minutos do primeiro tempo, o único da vitória do São Paulo sobre o Santos, no Morumbi, não foi totalmente intencional. ''Eu quis resvalar para o Tardelli ou para o Danilo e ela acabou entrando. Não cabeceei com 100% de certeza de fazer o gol, mas a bola entrou. Foi um gol meio inusitado'', disse. A receita para a vitória, que deixou o clube a quatro pontos do líder Atlético-PR 69 a 65 , o próprio atacante revela: ''Defendemos muito, como um time pequeno. Atacamos como time grande, como tem de ser uma equipe como o São Paulo.''
Foi o 11º gol de Grafite no Campeonato Brasileiro, e agora é o artilheiro do time na temporada com 21 gols, ao lado de Luís Fabiano, que já não está mais no clube. ''Valeu pelam luta e pela determinação. Criamos bastante, mas erramos um pouco na hora das finalizações'', admite. Para ele, que teve seu nome muito gritado pela torcida após o jogo, foi uma vitória pessoal. Antes criticado, hoje é um dos responsáveis pela reação da equipe comandada por Emerson Leão, que conquistou a quinta vitória consecutiva no Brasileirão.
Pelo lado do Santos, Rogério Ceni foi considerado pela maioria dos jogadores o principal responsável pela derrota do vice-líder. ''Rogério fez três ou quatro defesas importantes dentro de um clássico e foi o diferencial'', disse Ricardinho, na entrevista coletiva à imprensa, após o jogo.
Ricardinho não concorda que o Santos tenha sido menos aplicado do que o time alternativo que classificou o clube para a fase internacional da Copa Sul-Americana. ''Não foi isso. O São Paulo marcou bem o nosso time, atacou uma única vez no primeiro tempo e fez o gol. No segundo tempo, trabalhou em cima da vantagem e até teve chance para fazer outros gols'', reconheceu o meia. (Agência Estado)

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