O fato de a delegação brasileira não ter conquistado medalhas de ouro nas Olimpíadas de Sydney tem um lado positivo: chamou a atenção da sociedade para que exija uma política de incentivo ao esporte. A opinião é do diretor do Departamento de Programas e Políticas de Esporte e Turismo do Ministério do Esporte e Turismo, Lars Grael, que esteve ontem em Londrina participando da abertura do Fórum Brasil Esporte.
‘‘Se tivéssemos voltado com medalhas de ouro todos iam achar que o esporte brasileiro vai bem, obrigado’’, argumentou Grael, ex-atleta de iatismo que participou de quatro olimpíadas. Na sua opinião, o desempenho da delegação brasileira em Sydney estava dentro da expectativa. ‘‘Ganhamos 12 medalhas e estivemos em oito finais’’, cita.
Já o chefe da delegação brasileira em Sydney, Marcus Vinícius Simões de Freire, defende que a evolução do esporte deve passar por medidas como uma lei de incentivo fiscal para busca de recursos, educação física obrigatória nas escolas, criação de centros de desenvolvimento de talentos e a continuidade aos projetos desenvolvidos no País.
Ao contrário do desempenho da delegação olímpica, os resultados obtidos pela equipe paraolímpica em Sydney não deixam dúvidas: foi a melhor participação brasileira, com seis medalhas de ouro, 10 de prata e seis de bronze. ‘‘Além disso, hoje o desporto paraolímpico é conhecido e os nossos atletas são reconhecidos’’, acrescentou o secretário-geral do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Vital Severino Neto.
O Fórum Brasil Esporte, foi aberto ontem de manhã, no Hotel Sumatra, e discutir soluções e um trabalho a longo prazo para o setor. Além de conferências, o fórum oferece clínicas de esportes olímpicos. O Fórum termina amanhã e é promovido pelo Centro de Excelência Esportiva da Universidade Estadual de Londrina.

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