Manaus - O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça Filho, declarou ontem que seu papel na crise pela qual passa a seleção nacional é de ''rainha Elizabeth'', em referência à limitação de poder da comandante da Inglaterra no sistema político inglês.
A crise foi desencadeada pelo corte do levantador Ricardinho da equipe que venceu o Pan-Americano do Rio. Questionado sobre as chances de retorno do jogador à seleção, em uma escala de zero a cinco, Graça Filho disse que é de ''dois e meio''.
Ao desembarcar ontem em Manaus para acompanhar a disputa da Copa América, o dirigente afirmou que a decisão pelo retorno de Ricardinho cabe ao técnico Bernardinho. ''Nossa maneira de administrar é por absoluta delegação. É tudo decisão e responsabilidade dele (Bernardinho). Dentro da quadra quem manda é o técnico. Para fora da quadra quem manda é o diretor. Eu sou um mero (sic) rainha Elizabeth.''
Sobre a expectativa para o fim da crise, o presidente da CBV disse que se colocava na posição de torcedor e de fã. ''Gostaria que as coisas se harmonizassem. Que voltasse a ser como sempre foi, uma família unida'', declarou.

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