GR volta com prata do Pan-Americano
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segunda-feira, 03 de setembro de 2012
Rafael Souza<BR> Reportagem Local 
Fazer parte da seleção de seu país já é uma honra para qualquer atleta. Imagine, então, representar o time nacional e ainda subir ao pódio logo em sua primeira competição internacional. O conjunto juvenil de ginástica rítmica da Unopar Londrina, formado por Gabriela Grade, Gabrielle Moraes, Isadora Silva, Pamela Morais, Kawany Santos e Haniely Leão, sabe bem o que é isso, pois acaba de voltar de Córdoba, na Argentina, com a medalha de prata no Campeonato Pan-Americano Juvenil de Ginástica Rítmica.
E o título do torneio internacional, feito que a Unopar já havia conquistado em 2002, não veio por muito pouco. O sexteto da equipe londrinense, que representou a seleção brasileira juvenil, fez uma disputa bastante equilibrada com as americanas, que acabaram ficando com o ouro por uma diferença de apenas 1,5 ponto. O Canadá foi o terceiro colocado.
Apesar de revelar uma pequena frustração por não ter voltado com o primeiro lugar, a técnica Virgínia Nobre considerou o resultado positivo. "Acredito que nós cumprimos bem o nosso papel. Há dez anos, o País não conseguia um resultado expressivo como este. A gente sabia que tinha condições de brigar pelo ouro e foi isso que aconteceu, foi uma disputa bem equilibrada. Estou feliz", comentou a treinadora.
Capitã da equipe, Gabrielle Moraes também ressaltou a experiência adquirida no torneio. "Foi um resultado bom. Logo no nosso primeiro campeonato fora do Brasil conquistar uma medalha foi muito importante, algo que vai ficar marcado", disse a jovem ginasta.
A técnica lamentou os erros no primeiro dia da apresentação, que, segundo ela, foram determinantes para o Brasil ficar com o vice-campeonato. "No primeiro dia, tivemos algumas pequenas imprecisões, e os Estados Unidos, que optaram por uma apresentação mais simples, praticamente cravaram a série. Essa foi a diferença, e ginástica é assim, nos detalhes", analisou Virgínia.
A coordenadora de ginástica rítmica da Unopar, Márcia Aversani, que atuou como árbitra no Pan, considerou o resultado excelente, levando em consideração que o time londrinense competiu com seleções permanentes. Ela aproveitou o exemplo do Pan para chamar a atenção dos dirigentes da ginástica brasileira para o próximo ciclo olímpico. "Ficamos surpresas com o nível apresentado por algumas seleções e isso mostra que elas estão trabalhando muito para 2016. Temos que pensar num planejamento que envolva todo o país".


