GR repete resultado de Sydney
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sábado, 28 de agosto de 2004
Janaina Tupan Frare<br> Especial para a Folha 
Atenas - As meninas da ginástica rítmica (GR) conquistaram na tarde de ontem a oitava colocação nos Jogos Olímpicos de Atenas. Com este resultado, elas igualaram o feito da Olimpíada de Sydney (2000), quando entraram para a história por terem levado, pela primeira vez, a GR para uma final olímpica. A Rússia, campeã na última edição dos Jogos, repetiu o desempenho e ficou com a medalha de ouro (51.100), seguida por Itália (49.450) e Bulgária (48.600), prata na Olimpíada passada.
O grupo brasileiro foi o quinto a entrar em quadra na apresentação de fitas, a primeira a ser apresentada na final olímpica ao som de ''Canta Brasil'', gravada por Gal Gosta na década de 80. Mesmo com dois erros visíveis Dayane Camillo deixou a fita cair, após uma troca e, no final, quando saltava entre as fitas a nota foi melhor que a da apresentação na fase classificatória (21.450). Elas somaram 21.900 (7.200 na técnica; 8.400, na parte artística; e 6.400, na execução).
''Treinamos muito na sexta-feira para não repetir o erro da estréia, mas a fita é um aparelho muito traiçoeiro. E nunca sabemos quando pode acontecer de novo'', disse Dayane, que fez a última apresentação da carreira nos Jogos de Atenas.
Na segunda apresentação, a das duas bolas e três arcos ao som da música ''O Desconhecido'', de André Moraes Dayane cometeu outro erro, lançou o arco fora da mão da londrinense Ana Maria, o que deu a penalidade de menos 0,20 para a equipe brasileira. Ao recuperar o arco já fora do tablado e voltar para a coreografia, a ginasta londrinense foi muito aplaudida. A sequência da apresentação foi perfeita, totalizando 44.400 pontos técnica, 7.000; artística, 8.700; e execução, 7.000 que não foram suficientes para fazer o Brasil melhorar a sua classificação em Olimpíadas.
''Lancei o arco em cima da minha cabeça. Não admito errar. Nunca aceitei o erro e não vai ser aqui que vou aceitá-lo. Dei tudo para estar aqui. E agora, saio triste. Decepcionada comigo'', comentou Dayane, que ainda não sabe o que vai fazer depois da aposentadoria.


