GR da Unopar volta a brilhar fora do País
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quinta-feira, 10 de agosto de 2006
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Quase dois anos após a extinção da equipe adulta da Unopar, que durante uma década foi a seleção brasileira de conjunto em Olimpíadas, Jogos Pan-Americanos e Mundiais, a instituição volta a figurar no cenário internacional da ginástica rítmica (GR). As meninas que eram iniciantes quando as ginastas da seleção brasileira disputaram a última competição de peso a Olimpíada de Atenas, em 2004 agora já são as estrelas maiores do trabalho de base da Unopar.
Ontem, 12 garotas das equipes infantil (11 a 12 anos) e juvenil (13 a 15) desembarcaram no Aeroporto de Londrina trazendo na bagagem quatro medalhas de ouro conquistadas na Copa Pan-Americana de Clubes de GR, realizada em Havana (Cuba), entre os dias 4 e 8. ''Essa competição marcou o nosso retorno às competições internacionais e mostram que o trabalho não parou, só teve uma interrupção na categoria adulto, na qual ficamos sem ginastas após a extinção da seleção brasileira permanente pela CBG (Confederação Brasileira de Ginástica)'', disse a ex-técnica da seleção, Bárbara Laffranchi.
De acordo com Bárbara, mesmo sendo ainda muito novas, as meninas que viajaram a Cuba estão apresentando um índice de acerto próximo do que tinham as ginastas da seleção. ''Nosso objetivo é potencializar os investimentos na base para termos dentro de um tempo uma equipe que será até melhor que a seleção mantida pela CBG. E se provarmos isso, não terá como a confederação deixá-las de fora das convocações'', enfatizou.
As equipes foram campeãs no geral e também da final, por isso duas medalhas para cada categoria. O time infantil teve Isabele Nunes, Débora Falda, Bruna Ribeiro, Gisele Ferreira, Gabriela Vital e Natália Garcia. E o juvenil, Amanda Gonçalves, Clara Dias, Ane Caroline Vieira, Giovana Piasentin, Franciele Francisco e Jéssica Figueiredo.
A coordenadora de GR da Unopar, Márcia Aversani, destacou que apesar da ausências de Canadá e Estados Unidos, a competição teve um nível alto. ''Enfrentamos duas equipes de Cuba, sendo que uma era a seleção nacional, duas da Argentina, uma da Guatemala e outra da Costa Rica'', informou.
A técnica do juvenil, Virgínia Nobre, relatou um sentimento de ''missão cumprida''. ''Estou há sete anos com elas, desde que eram menininhas, com 5 anos de idade, e houve uma grande evolução. Nesta Copa, a precisão delas foi incrível''. O conjunto competiu com cinco bolas e dançou ao som de uma música 'rave' do DJ norte-americano Fat Boy Slim.
A treinadora do infantil foi a consagrada Dayane Camillo, 28 anos, que foi atleta dos 8 aos 26 e agora vive sua primeira experiência como técnica. ''A sensação é diferente por não poder estar na quadra, mas me sinto realizada de vê-las cumprir quase sem erro a coreografia, que é dificílima para a idade delas. Mas o posto que deixei como ginasta agora estou recuperando como treinadora'', disse.


