A equipe de ginástica rítmica da Unopar Londrina sempre teve uma ligação íntima com a seleção brasileira. Por nove anos – de 1995 a 2004 –, a universidade londrinense foi a sede do centro de treinamento do time nacional que chegou a estar entre as oito melhores equipes do mundo. Isso sem contar as inúmeras ginastas da cidade formadas na base da equipe que integraram a seleção ao longo dos últimos anos.
E esse casamento ganhou mais um capítulo no último final de semana. Campeã da Copa Brasil de Conjuntos, realizada em Manaus, a equipe pré-infantil vai representar a seleção brasileira no Campeonato Sul-Americano, no final do mês que vem, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. E esse capítulo é marcante porque será a primeira vez que a equipe londrinense vestirá o uniforme do time nacional nessa categoria.
"Praticamente não tinha competições internacionais nessa idade, somente de uns dois anos para cá que começaram a aparecer as primeiras. Será uma responsabilidade grande e uma experiência importante para essas meninas", observou a coordenadora de ginástica rítmica da Unopar Londrina, Márcia Aversani.
A conquista da vaga para a competição sul-americana era uma das principais metas do ano para a equipe, que trabalhou quase seis meses exclusivamente com este objetivo. "Estamos muito felizes, a sensação é de dever cumprido, pois a gente queria muito essa vaga", contou a técnica Virgínia Nobre, que no ano passado foi vice-campeã pan-americana juvenil, também representando a seleção nacional.
Tanto esforço foi recompensado no tablado. O time formado pelas ginastas Brenda Rodrigues, Amanda Santos, Nicole Nakamura, Bruna Kamili Reis, Fernanda Gaspar e Flávia Cristina Isidoro "sobrou" nas duas apresentações e levou a medalha de ouro com quatro pontos de vantagem sobre a Sociedade de Ginástica de Joinville (SC) – 18,300 contra 14,450. "Elas cravaram nas duas séries e mereceram o título", frisou a treinadora. "Foi uma conquista marcante para todas nós, resultado de muito treino", comemorou a pequena Amanda Santos.
Missão cumprida em Manaus, o foco agora passa a ser a busca do ouro na Bolívia. "Vamos voltar a treinar para aprimorar ainda mais essa coreografia e mirar esse Sul-Americano para buscar mais um título", projeta Virgínia Nobre. "Temos apenas que adaptar ao regulamento porque tem algumas alterações, mas a coreografia é muito boa e vamos continuar trabalhando nessa linha", afirmou Márcia Aversani.
Antes do compromisso na Bolívia, porém, as meninas terão outros dois torneios importantes: o Paranaense, ainda este mês, em Toledo, e o Brasileiro, no primeiro final de semana de outubro, em Palmas (TO).

mockup