São Paulo, 29 (AE) - Os 3 mil pneus Bridgestone já chegaram. Agora, mais seis aviões Jumbo pousarão no aeroporto de Viracopos
em Campinas, procedentes de Londres e Milão, transportando as cerca de 600 toneladas de material deslocadas para o GP do Brasil de Fórmula 1, programado para o dia 11. O pouso dos dois primeiros estava previsto para amanhã, às 8h40 e às 20h05. "Até dia 5 todos os equipamentos já estarão no autódromo de Interlagos", diz Marcelo Romão, vice-presidente da Waiver, empresa responsável pelo transporte da prova.
Este ano, a administração do aeroporto está oferecendo um serviço especial para facilitar a liberação da carga, definido como Projeto Linha Azul: "O objetivo é liberar todos os volumes até uma hora depois de desembarcada e tirar o Brasil da lista das nações mais burocráticas nesses processos", diz Romão. Uma vez no solo e documentados, os equipamentos serão transportados por cerca de 100 caminhões de Campinas para São Paulo. "Esse material todo viaja em comboio, escoltado pela Polícia Rodoviária", conta Tamas Rohonyi, organizador do evento.
Além da velocidade na operação, Rohonyi lembra a necessidade do sincronismo dos descarregamentos. "Não dá para promover uma corrida em que um dia chega o chassi dos carros e só dois dias depois os motores." Cada componente deve estar disponível para as escuderias no prazo certo e nem todos embarcam do mesmo ponto de origem e no mesmo dia. "Esse cronograma não pode falhar", diz Rohonyi.
Os três vôos transportando os monopostos da McLaren, Ferrari, e mais nove equipes inscritas no campeonato estão previstos para pousar em Viracopos apenas domingo, às 3 horas, e segunda-feira, 4h40 e 9h30.
Cada avião Jumbo 747 tem uma capacidade de carga aproximada de 100 toneladas. "Essas aeronaves são locadas apenas para material da Fórmula 1", conta Romão.
O preço médio do fretamento de um Jumbo para o deslocamento da Europa para o Brasil e a correspondente volta à origem do vôo é elevado: U$ 1 milhão. No domingo da corrida, às 17 horas, uma hora e meia apenas depois do final da prova, alguns caminhões já estarão transportando parte dos equipamentos para Campinas, notadamente os carros.
Uma das primeiras preocupações dos times de Fórmula 1 é tê-los de volta nas suas fábricas, a fim de prepará-los para nova bateria de testes, visando a etapa seguinte da temporada, no caso o GP de San Marino, dia 2 de maio. O primeiro vôo para Londres decola cedo: às 04:15 do dia 12.
"Até dia 13 não haverá mais nenhum material da Fórmula 1 em Interlagos", afirma Romão.

mockup