Sakhir - O novo autódromo na cidade de Sakhir, no Bahrein, recebe hoje a terceira etapa do Mundial de Fórmula 1. A prova, que começa às 8h30, é a primeira realizada no Oriente Médio na história da competição.
A corrida não inaugurou só o novo circuito, mas também a nova regra da F-1: a perda de dez posições no grid de largada pela troca de motor. O felizardo foi o finlandês Kimi Raikkonen. Ele já havia abandonado o GP da Austrália com o motor estourado. Deixou a prova da Malásia pelo mesmo motivo. E, no segundo treino livre para o GP do Bahrein, o propulsor do seu McLaren explodiu.
Foi demais para o finlandês. O vice-campeão em 2003 deixou a frieza de lado. Admitiu, a 16 GPs do fim do campeonato, que não tem chances de ser campeão. O ''homem de gelo'', jogou a toalha.
''É obvio que isso não é legal. Ainda não marquei pontos, enquanto o Schumacher já tem 20. Desse jeito, não vai dar. Se eu chegar ao final da corrida está bom.''
Para conter gastos, a FIA limitou a um motor por piloto por fim de semana. Até 2003, os times grandes chegavam a trocar os propulsores após cada treino, encarecendo custos e deixando a F-1 inviável para os pequenos. Quem trocar o motor perde dez posições no grid.
Diante de tanto vexame, a Mercedes-Benz procurou minimizar a terceira quebra de propulsor seguida do finlandês. ''O motor do Kimi parou após um princípio de incêndio causado por um vazamento de gasolina que atingiu o escapamento'', explicou Norbert Haug, diretor da montadora.

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