São Paulo - Hoje acontece a 13 etapa do Mundial de Fórmula 1, com o GP da Hungria, chegando ao fim as chamadas ''férias de agosto'', a pausa de três semanas que ocorreu após o GP da Alemanha. A corrida, disputada no circuito de Hungaroring, em Budapeste, é considerada vital para as pretensões dos três pilotos que estão mais próximos na luta pelo campeonato. A Rede Globo mostra a disputa ao vivo a partir das 9 horas (de Brasília).
O alemão Michael Schumacher, da Ferrari, já avisou que não se sente inferiorizado pelo fato de a rival Williams ter crescido nas últimas provas e aposta na vitória.
''Sou favorito. A Ferrari sempre foi bem na Hungria, e, honestamente, sinto que estaremos muito fortes aqui'', disse o pentacampeão, que aproveitou a folga de três semanas para jogar futebol com o time da Juventus da Itália no último sábado.
''Foi incrível. Sempre quis fazer algo assim, mas nunca tive a oportunidade. Participei da rotina de um dia completo de treinos, indo desde a parte física até o coletivo'', frisou.
Já o colombiano Juan Pablo Montoya, que está em segundo no campeonato, seis pontos atrás do alemão, aproveitou para visitar seu país na condição de embaixador da ONU, e participou de diversos projetos assistenciais. Além disso, seu nome circulou as principais manchetes durante o período de pausa na F-1 graças às especulações de que teria assinado com a McLaren para correr em 2005.
''Não há nada a dizer sobre isso. Só penso no campeonato desse ano'', comentou Montoya, que também acredita em um bom resultado da Williams em Hungaroring, graças à superioridade dos pneus Michelin nas últimas provas.
Por sua vez, o finlandês Kimi Raikkonen, terceiro com nove pontos de desvantagem para Schumacher, acredita que chegou a hora da virada.
''Temos condições de vencer. Será particularmente duro na Hungria, pois a pista é muito suja'', comentou Raikkonen, que durante esta semana foi depor no tribunal da FIA em Paris, onde deu sua versão sobre o múltiplo acidente na largada do GP da Alemanha, que tirou da prova ainda Rubens Barrichello e Ralf Schumacher.
Rubens Barrichello, vencedor do GP da Hungria do ano passado, também quer esquecer o ocorrido na Alemanha.
''É uma pena que minha corrida tenha terminado tão cedo lá, mas agora é pensar na Hungria. Temos condições de fazer uma boa prova, mas para isso é muito importante largar na frente. Esperamos ter bons pneus e conseguir um acerto eficiente'', comentou o brasileiro.
O mineiro Cristiano da Matta, da Toyota, comentou que espera um fim de semana difícil para a equipe.
''Nunca sequer estive na Hungria antes, quanto mais ter andado em Hungaroring. Como a pista é a mais travada do ano depois de Mônaco, estou esperando problemas de adaptação ao nosso chassi TF103'', disse Da Matta.
''Por isso, teremos de ser mais conservadores, porque largar na frente é fundamental. Vamos tentar seguir mantendo a média de pontos das últimas provas'', completou.

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