GP da Hungria será divisor de águas
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sábado, 30 de julho de 2011
Folhapress 
Budapeste, Hungria - Em Valencia, a Red Bull venceu. Em Silverstone, foi a Ferrari que festejou. E, no último domingo, em Nurburgring, foi a vez da McLaren. Agora, no GP da Hungria, 11 das 19 etapas do Mundial de F-1, as três sabem que a vitória em Hungaroring, hoje, com largada às 9 horas (de Brasília), terá um peso a mais.
Com a categoria pronta para quase um mês de recesso a partir de amanhã, um triunfo agora seria fundamental para as pretensões das equipes na segunda metade do campeonato, especialmente porque as fábricas tem de, obrigatoriamente, ficar fechadas nesse período.
Ou seja, quando voltarem à pista, no GP da Bélgica, no dia 28 de agosto, os times não terão tido a oportunidade de desenvolver seus carros. ''É mais uma chance de ganharmos bons pontos'', afirmou o australiano Mark Webber. ''Sempre é bom sair para as férias com uma vitória'', completou o piloto da Red Bull, que não vence uma prova justamente desde o GP da Hungria do ano passado.
''Após minha vitória na Alemanha, não vejo a hora de correr na Hungria'', disse Lewis Hamilton, que venceu duas provas nesta temporada e ocupa o terceiro lugar no Mundial, 82 pontos atrás do líder, Sebastian Vettel.
Já Fernando Alonso espera que a Ferrari dê um salto antes das férias. ''É fato que melhoramos muito desde o início da temporada, mas temos de dar um passo além, especialmente na classificação.''
Foco
Para quem estava acostumado a vencer ou ser no máximo o segundo desde o final do Mundial passado, o quarto lugar em Nurburgring foi como uma derrota para Sebastian Vettel. Na primeira prova como campeão do mundo em seu país, o piloto da Red Bull teve seu pior resultado desde agosto de 2010 e concluiu que era hora de ''resetar''.
''Não adianta perder tempo tentando entender o que aconteceu. Foi um final de semana difícil, no qual não me senti confortável no carro e os outros foram melhores'', declarou o alemão. ''É hora de retomar o foco. Quero ganhar. É para isso que estou aqui. Não corro para ser segundo ou quarto.''
Enquanto seu companheiro de Red Bull, Mark Webber, foi direto para a fábrica da equipe na Inglaterra para acompanhar o trabalho no RB7 antes de viajar para a Hungria, Vettel preferiu o conforto da casa de seus pais.
Foram três dias de descanso, treinos físicos e pouca F-1. Tudo para tentar se refazer do ''golpe'' e buscar um bom resultado na Hungria.


