GP da Espanha teve apenas três ultrapassagens
pista onde a eficiência aerodinâmica do veículo é mais colocada à prova. "Estão falando em diminuir o tamanho do aerofólio em alguns circuitos, como faz a Indy, mas isso não vai mudar nada nas corridas", opina Newey. Outra sugestão que está ganhando força é a proibição dos atuais assoalhos, dotados de uma curvatura para cima na porção traseira
o chamado perfil extrator. Essa curvatura acelera o fluxo de ar
colaborando sobremaneira para a obtenção de elevadas forças aerodinâmicas. A partir da próxima temporada ele seria totalmente plano. "Claro que haveria uma redução no down force gerado, mas igualaria muito os carros, eu não concordo", afirmou Newey. "O assunto é complexo e as medidas adotadas devem ser fruto de profundos estudos", defende Frank Williams. "Em vez de a FIA vir nos pedir sugestões para melhorar o espetáculo, o que não funcionará, ela deveria promover pesquisas como faz com relação a segurança", diz Gary Anderson. "A FIA tem técnicos capazes e dinheiro para bancar esses estudos." Gary lembrou que os pneus com sulcos, decididos pela FIA, contra a opinião de quase todos, mostrou terem fracassado. "Nenhum dos seus objetivos, tornar a Fórmula 1 mais lenta e emocionante, foram atingidos." Uma saída para facilitar as ultrapassagens seria, de acordo com Alain Prost, proibir o reabastecimento de combustível. "Isso exigiria muito mais dos pilotos, que seriam obrigados a planejar melhor suas corridas."Por Livio Oricchio Barcelona, 30 (AE) - Durante as 65 voltas da corrida de hoje, ocorreram apenas três ultrapassagens. E o Circuito da Catalunha é dos que permitem a manobra. Michael Schumacher permaneceu atrás de Jacques Villeneuve, apesar da sua Ferrari ser um carro mais veloz que a BAR do canadense, nas primeiras 24 horas da prova. É uma unanimidade na Fórmula 1: o atual regulamento quase não permite ultrapassagens. "Faz dois anos que os dirigentes escolheram o caminho errado para tentar tornar as corridas mais emocionantes", disse hoje Schumacher. A data não foi definida, mas sabe-se que esta semana haverá uma reunião em Londres entre Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), e representantes das equipes e dos pilotos. Pauta do encontro: discutir mudanças nas regras técnicas da Fórmula 1 já no ano que vem. "O mais importante é que os homens que dirigem o Mundial estão se mostrando sensíveis ao problema", revelou ontem Schumacher. A vilã da história chama-se aerodinâmica. O regulamento atual permite que os engenheiros projetem carros capazes de gerar forças aerodinâmicas (down force) da ordem de mais de uma tonelada para empurrá-los contra o solo. "Como os atuais pneus não têm aderência, o que mantém o carro no asfalto são as forças aerodinâmicas", diz Gary Anderson, diretor-técnico da Stewart. "A primeira providência a ser tomada é substituir os atuais pneus com sulcos pelos lisos, como antes", sugere Jacques Villeneuve. "Defendo a volta dos pneus slick (lisos) e uma redução dos recursos aerodinâmicos", diz Schumacher. Se a Fórmula 1 deseja maior aderência mecânica e menos aerodinâmica deve voltar a adotar os pneus lisos", comenta Adrian Newey, projetista da McLaren, considerado o "papa" da aerodinâmica na Fórmula 1. Seus carros venceram nada menos de sete dos nove GPs da Espanha disputados no Circuito da Catalunha





