GP DA ESPANHA - Até que enfim!
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de maio de 2015
LUIS FERNANDO RAMOS<br>ENVIADO ESPECIAL<br>[email protected] 
Do alto do pódio no Circuito da Catalunha, em Barcelona (ESP), Nico Rosberg sorriu para a esposa Vivian, que estava no meio dos mecânicos da Mercedes na comemora ção da primeira vitória do alem ão nesta temporada. Embora ele jure não ter feito nada diferente nesta quinta etapa do Mundial para superar seu companheiro de equipe Lewis Hamilton (GBR) pela primeira vez, a presença da futura mãe de sua filha teve um papel importante para sua tranquilidade.
Embora a questão não tenha vindo a público, fontes próximas ao piloto confirmam que a gravidez de Vivian exigiu cuidados especiais nos primeiros meses, o que tirou um pouco da calma de Rosberg. Hoje, no sexto mês de gestação, os riscos foram afastados. Coincidência ou não, ele voltou a pilotar como em suas melhores corridas do ano passado.
Além do conforto familiar, uma nova embreagem também jogou a favor do alemão. Para esta corrida, a Mercedes voltou a utilizar a mesma especificação do ano passado. Com isso, ele pôde fazer uma boa largada e administrar sua vantagem até o final da prova. Após o triunfo, ele celebrou, mas de maneira contida.
- O resultado que eu queria veio e isso me deixa feliz. Vamos celebrar esta vitória como uma corrida individual. Foi bom diminuir a vantagem de Lewis na tabela em sete pontos e é ótimo ir para Mônaco na próxima corrida. Gosto muito daquela pista, mas ainda é cedo - disse Rosberg, vencedor das duas últimas edições da etapa de Monte Carlo.
Sua tarefa na Espanha foi facilitada depois da largada ruim do companheiro de time. O inglês perdeu o segundo lugar para a Ferrari de Sebastian Vettel (ALE). Preso atrás de um carro mais lento e sem condições de ganhar a posição na pista, ele mudou sua estratégia de duas para três paradas, para conseguir se recuperar.
- Estava feliz no carro. Infelizmente, meus pitstops foram ruins e a largada foi péssima. Em geral eu largo bem em 98% das vezes, então espero que a próxima seja melhor - afirmou Hamilton, que tem vinte pontos de vantagem sobre Rosberg.
Apesar da alternância no duelo interno da Mercedes, o clima era positivo após a prova - justamente pelo fato de a vantagem deles sobre a Ferrari ter sido a maior da temporada. Vettel, terceiro colocado, cruzou a linha de chegada a mais de 45 segundos de Rosberg, e teve dificuldades para encontrar respostas para isso.
- Não fomos competitivos. Estamos tentando entender o motivo. Pode ser o traçado, que não se encaixa com o nosso carro, ou as condições que combinaram perfeitamente com a Mercedes. É um dos dois, porque na média do ano ficamos bem mais perto deles - raciocinou Vettel.



