Londres - Os representantes das equipes de Fórmula 1, reunidos na sexta-feira em Londres, com Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), e Bernie Ecclestone, promotor do Mundial da categoria, adotaram a política do silêncio absoluto com a imprensa. O objetivo do encontro foi conhecer a opinião de cada um, talvez coordenar uma proposta em comum, para facilitar as negociações na reunião da Comissão de F-1, amanhã, também em Londres, cuja pauta é a votação das medidas sugeridas por Mosley e Ecclestone para tornar a categoria mais competitiva.
Além de definir a aceitação ou não de alterações profundas nos regulamentos técnico e esportivo, a Comissão de Fórmula 1 votará pela manutenção ou exclusão do GP da Bélgica a partir da próxima temporada. Para que a prova, programada para dia 31 de agosto, permaneça no campeonato, todos os times têm de concordar com a proibição da publicidade tabagista, imposta recentemente pelos políticos do país. Há um acordo entre a Comunidade Européia, a Organização Mundial de Saúde e a FIA para proibir a propaganda de cigarros a partir de 2006. Os belgas se anteciparam ao já acertado.
Os rumores na Europa eram de que os pilotos perderão o seu circuito favorito, Spa-Francorchamps. Diante da confirmação da entrada de outros países no calendário, a exclusão tende a ser definitiva.

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