LARGADA GP da Austrália abre F-1 à meia-noite Com Barrichello na Ferrari o Brasil volta a ter chance de vitória 6 anos depois da morte do tricampeão Senna Arquivo FolhaPRESSÃOBarrichello estréia na Ferrari com a expectativa de quebrar o jejum brasileiro de sete anos sem vitórias na F-1 Agência Folha De Melbourne, Austrália Rubens Barrichello, 27 anos, começa sua história na Ferrari na madrugada de amanhã com um claro objetivo: tornar-se o quinto piloto brasileiro a vencer na F-1. À 0h (horário de Brasília) de domingo, ele larga para o GP da Austrália, etapa de abertura do 51º Campeonato Mundial da categoria. Outros dois brasileiros devem estar presentes no grid de largada, que aconteceria na madrugada de hoje: o paranaense Ricardo Zonta e o paulista Pedro Paulo Diniz (leia texto nesta página). Será a primeira prova de Barrichello pela escuderia mais célebre e tradicional do automobilismo: a Ferrari. Contratado pelo time italiano em setembro do ano passado, Barrichello tenta ainda apagar a imagem de eterna promessa que o acompanha desde 1993. Após amargar equipamentos ruins por sete anos, na Jordan e na Stewart, sairá para a corrida de Melbourne ao volante de um carro de ponta. Um triunfo de Barrichello na Ferrari encerraria um jejum brasileiro que já dura pouco mais de seis anos na F-1. A última vitória de um piloto do país na categoria foi conquistada pelo tricampeão Ayrton Senna, com um McLaren, no dia 7 de novembro de 1993. O local? A Austrália. Mas, à época, o GP era disputado nas ruas de Adelaide. O cenário da prova da madrugada de domingo será o Albert Park, em Melbourne. ‘‘É um circuito que me agrada bastante. É uma pista onde eu ando bem’’, afirma o brasileiro. Caso vença, Barrichello se juntará a Êmerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Nelson Piquet e Senna na ‘‘galeria dos brasileiros que obtiveram sucesso’’ na F-1. Seria, porém, o integrante do seleto grupo que mais tempo levou para conseguir a vitória. O GP da Austrália será o 114º de Barrichello na categoria. Quando chegou a essa marca, Fittipaldi, por exemplo, já era bicampeão mundial e lutava para erguer a sua equipe própria, a Copersucar. Piquet e Senna já tinham conquistado dois de seus três títulos. Pace morreu em um acidente aéreo quando tinha 72 GPs e uma vitória no currículo. ‘‘Meu grande objetivo é vencer. Não sei se é possível ganhar uma vez ou mais que uma, mas eu quero é vencer’’, afirmou Barrichello, em Melbourne. ‘‘Com este carro competitivo, eu tenho a oportunidade de vencer.’’