Governo pede mudanças no futebol brasileiro
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quinta-feira, 10 de julho de 2014
Jamil Chade e Ronald Lincoln Jr.<br>Agência Estado 
Rio - Dois dias depois da humilhação do Brasil na semifinal Copa do Mundo, o governo pediu uma mudança no futebol brasileiro e que a goleada da Alemanha sirva como "lição". "O futebol brasileiro precisa de fato de mudanças", disse Aldo Rebelo, ministro dos Esportes em uma coletiva de imprensa no Maracanã nesta quinta-feira. "A derrota para a Alemanha evidencia mais essa necessidade."
Para ele, mesmo que a humilhação não tivesse ocorrido, a mudança era necessária. Mas o resultado tornou essa transformação mais urgente. "Foi um acidente o que ocorreu. Mas precisamos examinar o motivo e a causa do acidente. É uma marca profunda. A melhor reação é ver as causas mais duradouras daquele desastre. Precisamos extrair lições para que o Brasil reponha a seleção no status que ela deve ter. As mudanças são necessárias", disse.
Aldo classificou os 7 x 1 como "uma marca muito terrível para o futebol brasileiro". O ministro pede melhoria na qualidade da gestão dos clubes, novas leis e até o impedimento da exportação de jovens craques. Ele também quer maior organização no calendário e na estrutura financeira dos times.
ESCÃNDALO DOS INGRESSOS
O governo brasileiro defende a polícia do Rio e ataca a Match e seu comportamento no que se refere à defesa de seu executivo, Ray Whelan, acusado de fazer parte de uma quadrilha de cambistas. Na quarta, a companhia criticou a polícia do Rio, denunciando uma "operação ilegal e arbitrária". A Match ainda acusou a polícia de não entender o sistema de venda de ingressos.
Nesta quinta, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, contra-atacou. "O Brasil é um País institucionalmente organizado e maduro", disse. "O poder judiciário tem clareza de suas atribuições, os órgãos de controle atuam livremente e a policia também tem regras, responsabilidades e atribuições legais e constitucionais", disse.
"Não há o fato que a policia possa ter agido à margem ou acima da lei", disse. O poder judiciário pode e tem a atribuição de corrigir qualquer falha na legalidade. Não sei por que razão a empresa atribui à policia um ato de ilegalidade", completou Aldo.


