Governo estadual questiona dados de pesquisa
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quinta-feira, 04 de maio de 2006
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O investimento dos governos estaduais com esporte caíram 19,6%, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento indica uma queda nas despesas totais de 0,13% para 0,09%. No entanto, esses dados são questionados pela administração paranaense.
De acordo com a pesquisa do IBGE, em parceria com o Ministério do Esporte, realizada entre 2002 e 2003, o percentual de recursos aplicados na função desporto e lazer em relação às despesas totais dos governos estaduais caiu nas regiões Nordeste, Norte, Sudeste e Sul. Somente o Centro-Oeste apresentou crescimento. Entre os estados, Pará, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal registram quedas significativas, enquanto Amazonas e Rio de Janeiro apresentam alta.
O ex-presidente da Paraná Esportes e atual membro do Conselho Estadual do Esporte, Ricardo Gomyde, contesta a pesquisa. Esses dados estão errados, porque acoplamos o esporte com a educação. Mudamos a política e investimos nas categorias de base, disse ontem, de Brasília, onde participou da Conferência sobre Esporte.
De acordo com Gomyde, a avaliação do IBGE não leva em conta os gastos realizados por outras secretarias e direcionadas ao esporte. Além disso, o levantamento foi realizado no período em que houve sucessão no governo. 2003 foi o primeiro ano de gestão e a gente teve que trabalhar com recursos do ano passado. Então, tive que encontrar alternativas, como trabalhar com recursos da Secretaria de Educação, Secretaria de Obras e Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Acho que a metodologia do IBGE não inclui esses gastos e contabiliza somente os gastos da Paraná Esporte nesse período, explicou.
Outro ponto destacado por Gomyde foi com relação a otimização de recursos. Dois exemplos citados foram os US$ 80 milhões gastos com os Jogos Mundiais da Natureza, em 97, durante a gestão de Jaime Lerner, e o time de basquete feminino paranaense, que custava R$ 3,6 milhões por ano ao Estado e não tinha adversários no Paraná, era obrigado a competir no Campeonato Paulista.
Os Jogos Mundiais da Natureza usaram a estrutura apenas uma vez e quando assumimos tudo que foi construído estava sucateado e destruído, disse. E completou: O time de basquete disputava o Campeonato Paulista. Decidimos então acabar com os centros de excelência e investir nas categorias de base.
Segundo Gomyde, as parcerias com as secretarias de Educação, Desenvolvimento Urbano e Obras, além de outros convênios, garantiram pelo menos mais R$ 10 milhões para o esporte, que hoje tem os Jogos Colegiais e os Jogos Universitários, além dos Jogos Abertos do Paraná e os Jogos da Juventude. Construímos 400 quadras cobertas, todas elas em escolas, só com a verba da Secretaria de Educação, exemplificou.


