Brasília - O Ministério do Esporte pretende duplicar o valor dos recursos destinados ao programa Bolsa-Atleta no próximo ano. O orçamento do órgão enviado ao Congresso Nacional eleva os R$ 13,2 milhões investidos em 2007 para R$ 26,4 milhões. Com mais dinheiro, a Secretaria de Alto Rendimento do ministério pretende aumentar o número de atletas beneficiados pelo programa.
  No ano passado, dos 2.856 atletas que atenderam às exigências de classificação, 800 receberam o incentivo. O secretário Nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Djan Madruga, prevê que esse número será consideravelmente ampliado na seleção de 2008. Podem se inscrever atletas que tiveram vitórias em campeonatos no ano anterior nas categorias de classificação.
  Segundo Madruga, através do programa os atletas passam a ter condições de treinar com regularidade e de custear a participação em competições. Além disso, permite mudar as perspectivas com relação ao esporte como profissão. ‘‘Alguns atletas paravam de treinar por não visualizar o esporte como forma de se sustentar. Chegava ma hora que precisavam trabalhar. Com o Bolsa-Atleta, eles recebem um recurso mensal que, muitas vezes, sustenta a família toda’’, explica.
  O programa Bolsa-Atleta paga um valor mensal aos atletas de alto rendimento que não possuem patrocínio. A proposta é dar a eles condições para que se dediquem ao treinamento esportivo e à participação em competições. O incentivo é classificado em quatro categorias: Olímpica e Paraolímpica (R$ 2.500,00), Internacional
(R$ 1.500,00), Nacional (R$ 750,00) e Estudantil (R$ 300,00).
  Destaque nos resultados dos Jogos Pan e Parapan-americanos Rio 2007, o programa é apontado como responsável por colocar 104 atletas no pódio. No Pan, foram 19 e no Parapan, 85 atletas medalhistas. Entre os destaques, está a primeira medalha brasileira no badminton. Para o mineiro Fabrício Mafra, o Brasil melhorou bastante com o Bolsa-Atleta. ‘‘Esse incentivo foi fundamental para chegar ao pódio. Com os resultados deste ano, pretendo renovar a bolsa e estar novamente em um Pan e numa olimpíada, que é o meu grande sonho’’, revela.
  Segundo o coordenador do programa no Ministério, Ricardo Avellar, pelo menos 25% das bolsas pertencem hoje a atletas paraolímpicos. ‘‘Como o maior número de competições para atletas com deficiência é realizado em nível paraolímpico, os atletas saem na frente na distribuição das bolsas’’.

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