Governo americano quer acordo de delação
Genebra - O governo dos Estados Unidos pede a extradição de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e sinaliza extraoficialmente que está disposto a fazer um acordo com o brasileiro caso haja disposição para colaborar nas investigações. Mas Marin vai declarar diante da Justiça que se opõe à extradição.
A reportagem apurou que a meta inicial da defesa de Marin será a de evitar sua extradição e que sua defesa será "conservadora". Nos próximos dias, quando ele for levado diante de um juiz suíço, não terá de declarar se considera inocente ou não. Mas irá anunciar que rejeita a extradição, o que arrastará o caso por meses em uma batalha jurídica.
À reportagem, o FBI já deixou claro que espera contar com a cooperação de Marin para delatar outros dirigentes esportivos que estiveram envolvidos no escândalo. Nesta semana, um novo recado foi passado: se Marin aceitar colaborar, parte de sua pena seria revertida em prisão domiciliar, justamente aproveitando do fato de que o brasileiro tem um apartamento em Nova York.
Os norte-americanos já deixaram claro: não querem terminar a investigação em Marin. A meta, por exemplo, é a de obter informações sobre o papel de Marco Polo del Nero, Ricardo Teixeira e os contratos comerciais, como o da CBF com a Nike. (A.E.)





