A decisão do Conselho Eleitoral da Federação Paranaense de Futebol (FPF), que indeferiu a chapa "FPF forte para todos os filiados. Oposição de Verdade", não mudou a programação do candidato Ricardo Gomyde. Ontem, um dia após a decisão, ele seguia em campanha, se mostrava confiante de que reverterá o processo na Justiça e concorrerá normalmente ao pleito que escolherá o novo presidente da entidade máxima do futebol paranaense, marcado para o próximo sábado.
"A gente já sabia, pois a comissão eleitoral foi formada por três pessoas de confiança do Hélio (Cury). É uma decisão absolutamente bizarra, mas nós já recorremos à Justiça e podem esperar que rapidamente deve ser deferida alguma decisão para restabelecer a normalidade. A eleição está 100% de pé", atacou o candidato, que passaria por Londrina ontem à noite para uma segunda reunião com os clubes da região.
Na noite da última terça-feira, o Conselho desconsiderou uma série de apoiadores da chapa encabeçada por Gomyde, o que lhe deixou com apenas 19 subscrições das 37 que apresentou. Como o estatuto da Federação exige no mínimo 30 subscrições e Hélio Cury, o outro candidato, já contava com 40, o órgão decidiu pela impugnação da candidatura.
Diante da decisão, Hélio Cury chegou até a distribuir um comunicado à imprensa na manhã de ontem já falando como presidente reeleito da FPF. "Os clubes e ligas ficaram ao lado da atual diretoria da FPF e nos deram mais um voto de confiança para um novo mandato", comemorou. "Desde o início do processo eleitoral, quando tivemos o primeiro contato com os filiados da Federação, tínhamos certeza de que a chapa de oposição não teria o apoio suficiente para o seu registro. O estatuto da FPF é claro ao exigir esse número mínimo, e o Conselho Eleitoral respeitou essa norma que é válida para todos os candidatos", declarou.
"Nossa chapa está absolutamente regular, possui mais de 30 subscrições de filiados", defende Gomyde, que não "se esquece" de lembrar que a candidatura de Cury é que está inelegível, pela suspensão de 120 dias imposta ao atual presidente da FPF pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O atual presidente diz que ainda pode recorrer da punição ao Pleno.
Essa não é a primeira vez que a briga pelo posto de presidente da FPF vai parar na Justiça. Desde o início da campanha, os dois candidatos apelam aos tribunais para garantirem seus apoios.

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