São Paulo - Ricardo Gomes já tem a solução para dar fim às críticas que seu time está sofrendo por causa do futebol apresentado até agora na temporada. Para ele, o São Paulo precisa ser mais agressivo para traduzir em gols o domínio que exerce nos jogos. A primeira 'vítima' do novo estilo de jogo são-paulino tem tudo para ser o Nacional, do Paraguai, adversário de hoje, às 21h30, pela quarta rodada da Copa Libertadores.
''O jogar bem é marcar mais gols. Temos de conseguir melhorar nossa agressividade nos últimos 25 metros'', afirmou o treinador. ''Quando conseguirmos corrigir isso, estará tudo certo porque os gols vão sair com muito mais facilidade.''
A agressividade, segundo o técnico, engloba também uma variação maior de jogadas. Ricardo Gomes quer os laterais apoiando mais, uma contribuição maior dos volantes, além de uma chegada mais forte e inteligente dos meias para facilitar para os atacantes. ''Não estou dizendo que o time está previsível, ou fácil de ser marcado, mas o adversário está sempre antecipando. Então temos que ter uma variação maior, um repertório maior de jogadas, meio, fundo, meio...''
Na avaliação do treinador, esse é o último problema que precisa ser solucionado. ''Antes tínhamos uma dificuldade na transição, que estava um pouco lenta, mas agora está resolvido. Só precisamos ser mais agressivos, encontrar os espaços que o adversário deixa para nós.''
O treinador espera assim conseguir tirar um pouco da pressão sobre o time. A diretoria deu um ultimato aos jogadores, que, segundo os cartolas, precisam render mais por causa do alto investimento feito pelo presidente Juvenal Juvêncio.
A cobrança gerou até um mal-estar público depois que o zagueiro Miranda rebateu críticas feitas por Juvenal depois do jogo contra o próprio Nacional - vitória por 2 a 0, na última quinta-feira. Ele não foi punido, mas recebeu um puxão de orelhas de Ricardo Gomes.
Sobre o time que vai a campo hoje, o treinador adota a tática do mistério. Porém, a equipe que entra em campo não deve ser muito diferente daquela que atuou em Assunção.
''O Nacional tem um comportamento diferente quando joga fora de casa. Quando foi derrotado pelo Monterrey (no México) na verdade merecia ganhar. Como visitante o time fica mais à vontade. Na teoria a equipe pode até ser considerada fraca, mas na prática não é bem assim, são 11 contra 11'' alertou o comandante são-paulino.



EM SÃO PAULO

São Paulo


Rogério Ceni; Cicinho, Alex Silva, Miranda e Júnior César; Jean, Richarlyson, Hernanes e Marcelinho Paraíba (Cléber Santana); Dagoberto e Washington. Técnico: Ricardo Gomes

Nacional-PAR


Caffa; Ramos, Piris, Herminio Miranda e Ricardo Mazacotte; Melgarejo, Bordón, Riveros e Carlos Ruiz (Bogado); Marcos Miers e Victor Aquino. Técnico: Éver Almeida

Árbitro: Darío Ubriaco (URU)
Estádio: Morumbi
Horário: 21h30

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