São Paulo - Sem poder contar com os atacantes Borges e Dagoberto, ambos suspensos, o técnico Ricardo Gomes busca alternativas para escalar o ataque do São Paulo no jogo contra o Vitória, no dia 14 de novembro, pelo Brasileirão. Por enquanto, apenas Washington está garantido.
Ontem, Ricardo Gomes comandou um treino com os jogadores que não atuaram no empate com o Grêmio, na última quarta, em Porto Alegre. E a intenção dele é fazer um jogo-treino na próxima semana para testar os atacantes que saíram agora da categoria de base.
''Eu tenho jogadores como o Henrique, o Oscar e o Mazola. E vou precisar fazer esse teste. Qualidade eu sei que eles têm, mas não é fácil entrar em campo diante de 50 mil pessoas'', explicou o treinador, lembrando que o Morumbi deverá estar cheio.
De qualquer forma, Ricardo Gomes pensa nos jovens atacantes apenas como opção no banco de reservas. Como titular, para jogar ao lado de Washington no ataque são-paulino, o treinador deve escolher o meia Hugo, apesar de o também meia Marlos estar na disputa.
''Eu preciso de um tempo para preparar o novo ataque'', admitiu Ricardo Gomes, que aprovou o longo período sem jogos do São Paulo para poder arrumar a equipe. ''O Hugo tem ótima finalização e já jogou algumas partidas assim. O Marlos também entrou nessa função outras vezes.''
Tranquilidade
Apesar de não indicar nenhuma punição para Borges, Ricardo Gomes espera que o atacante tenha mais calma nas próximas partidas. Afinal, ele foi expulso logo depois de entrar em campo, durante o jogo contra o Grêmio, quando agrediu o volante Túlio.
''Ele tem um temperamento forte e o grave defeito é que ele toma e revida na hora, ele não leva para casa. Sua característica é essa, mas tem que evitar'', afirmou o treinador.
Depois da expulsão, Borges pediu desculpas aos companheiros. E ganhou o apoio de Ricardo Gomes e da diretoria do clube. ''Às vezes, temos que tolerar essa insensatez. Acho que é o estresse de fim de ano'', afirmou o superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha.
Enquanto isso, Ricardo Gomes garante que sua equipe não é violenta, apesar do alto número de cartões amarelos e vermelhos. ''O São Paulo não é um time indisciplinado. Os números estão corretos, mas não condizem com a realidade'', defendeu o treinador.

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