Gols de Rossi
ainda marcam
Valdir Peres
Cesar AugustoDO OUTRO LADOValdir Peres fala com jogadores do Nacional antes do treino de ontem em Rolândia: ‘Era mais fácil ser jogador’Ele já foi até proprietário de uma rede de lojas de roupas femininas em São Paulo, mas toda vez que aparecia uma proposta para treinar um clube não pensava duas vezes e deixava a empresa nas mãos da mulher, ‘‘que ficava fula da vida’’. Até que os planos econômicos do governo atrapalharam tanto seu empreendimento que ele assumiu de vez que não consegue ficar longe dos gramados – e não é para menos.
Valdir Perez, o técnico do Nacional de Rolândia, tem uma longa história no futebol. Foram 22 anos debaixo das traves. Goleiro titular do São Paulo por mais de uma década, três Copas do Mundo (em 82 como titular), 37 jogos pela seleção. Era ele que estava no gol do time de Telê Santana, no Estádio Sarriá, em Barcelona, quando a Itália de Paulo Rossi fez 3 a 2 e mandou para casa uma das melhores equipes que o Brasil já montou.
‘‘Aquele jogo marcou todos os jogadores, porque nós tinhamos plena certeza de que seriamos campeões e perdemos para um time menos qualificado que o nosso’’, relembra Waldir.
Célebre por conseguir tirar do sério os jogadores adversários, ele diz que fazia tudo planejadamente. ‘‘Quando tinha pênalti, eu ficava irritando o batedor. A responsabilidade é sempre de quem bate. Se errava, a responsabilidade era dele. Dava certo com muita gente, mas tinha também aqueles tranquilos que não estavam nem aí, como o Jorge Mendonça e o Ailton Lira. Faziam o gol e ainda tiravam um sarro.’’
Dos três filhos, o mais velho, Luciano, está cursando o terceiro ano de medicina, a filha Érica é atriz e está ensaiando uma peça com o diretor Cacá Rosset e o mais novo, Bruno, 16 anos, resolveu manter a tradição esportiva da família. Há algumas semanas ele está integrando a equipe juvenil do Nichika, em Londrina.
(Claudio Osti)

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