Gols de Nilmar não mudam planos de Parreira
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006
Sílvio Barsetti<br> Agência Estado 
Rio de Janeiro - Os quatro gols de Nilmar na vitória do Corinthians por 5 a 1 sobre o Mogi Mirim, no domingo, não terão influência na definição da lista final dos convocados da seleção para a Copa do Mundo. O técnico Carlos Alberto Parreira gosta do futebol de Nilmar e está certo de que o atleta terá um futuro promissor. Mas, para que ele seja relacionado entre os 23 do Mundial, seria preciso que seus dois adversários diretos e principais candidatos na disputa por uma vaga no ataque sofressem algum revés uma contusão grave ou uma queda brusca de rendimento, por exemplo.
Ricardo Oliveira, do Bétis, e Fred, do Lyon, estão na briga pela vaga. O primeiro, em desvantagem, depois que sofreu uma lesão no joelho em novembro, da qual está ainda em fase de recuperação. Ricardo Oliveira só deve voltar a atuar normalmente no final de março ou início de abril.
Resta saber se conseguirá readquirir forma física e ritmo de jogo até 15 de maio, data prevista para o anúncio dos 23 jogadores brasileiros que vão tentar o sexto título mundial da seleção, na Alemanha.
O atacante do Bétis era o favorito para a quarta vaga de atacante da seleção e vinha marcando presença no grupo nas últimas convocações de Parreira. Desde a contusão, porém, passou o bastão para Fred, por quem o técnico da seleção tem admiração. ''Ele é ótimo finalizador, se desloca com facilidade, joga com inteligência'', disse Parreira, sobre o atacante do Fred.
Como Fred está na lista para o amistoso com a Rússia, em 1º de março, na última convocação antes da lista da Copa, é muito improvável que Nilmar consiga demover Parreira de trocá-lo pelo ex-atacante do Cruzeiro isso, na hipótese também de Ricardo Oliveira voltar muito aquém do que apresentava. De qualquer forma, resta a Nilmar um consolo, que pode até soar como esperança: ele tem um admirador de peso na seleção, o coordenador Zagallo. O auxiliar de Parreira, sempre que pode, não deixa dúvidas de que, se a definição dependesse dele, Nilmar seria o nome para fechar a lista de atacantes.
Teixeira O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não escondeu sua insatisfação com o discurso de que existiria um complô para impedir o Brasil de conquistar o hexacampeonato Mundial na Alemanha. Ele também descartou a necessidade de se criar uma ''blindagem'' para a equipe, como defende o técnico Parreira, e mandou um recado para os jogadores. ''Ganhar dinheiro se ganha nos clubes. Seleção se joga por prazer'', avisou.
Em entrevista ontem, no Rio, Teixeira foi enfático ao frisar que para a seleção voltar a ser campeã do mundo precisará mostrar aplicação em campo e não se incomodar com os problemas externos. Também procurou desfazer a imagem de que o Brasil será prejudicado pela arbitragem na Copa do Mundo ele é membro do Comitê de Arbitragem da Fifa. ''Não se ganha e não se perde Copa fora do campo. Somos favoritos com todos os outros 31. O importante é seriedade. Se nos conscientizarmos dentro do campo, não temos o que temer fora dele'', disse.


