Gols dão prestígio a Jorge Wagner
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Quando chegou ao Corinthians, já com o Campeonato Paulista iniciado, o meia Jorge Wagner foi causa de desconfiança para muitos torcedores no Parque São Jorge. Afinal, pensavam que um jogador que estava na reserva no Cruzeiro não teria condições de suprir a ausência de um meia de ligação e fazer a torcida esquecer Ricardinho. Mas bastaram poucos jogos, apresentações convincentes e gols para o jogador desfazer qualquer dúvida e ganhar prestígio dentro e fora de campo.
''Sinceramente não esperava que ele conseguisse um desempenho tão bom tão cedo'', comemorou o técnico Geninho. Segundo o treinador, seria natural que Jorge Wagner demorasse um tempo para se entrosar com os novos companheiros e a rápida adaptação foi uma boa surpresa. ''Em parte, o fato de não termos alterado as características do jogador, que está tendo a liberdade de não precisar voltar muito para marcar, está fazendo com que ele fique à vontade.''
Jorge Wagner se diz feliz e acha que ainda pode evoluir. ''Aos poucos vou desenvolvendo meu futebol e a tendência é melhorar cada vez mais'', observou o meia. As comparações com Ricardinho não incomodam. ''Mas gostaria de ressaltar que minhas características são diferentes das dele.''
Jogos O Corinthians vai decidir uma vaga nas semifinais contra o União Barbarense, amanhã, no Pacaembu, mesma data em que o Palmeiras enfrenta o São Caetano, no ABC. Os jogos entre São Paulo e Santo André e Portuguesa Santista e Guarani ficaram para quinta-feira. A Federação Paulista de Futebol resolveu dividir os confrontos em dois dias por causa da televisão, mas, principalmente, para evitar o encontro das torcidas, que, no fim de semana, na abertura oficial do Carnaval paulistano protagonizaram cenas de violência, que resultaram em três mortes.
Palmeiras Os palmeirenses minimizaram a campanha do São Caetano e acham que têm boas condições de chegar ao Anacleto Campanella e vencer o rival. ''Não penso que o São Caetano é favorito'', disse o técnico Jair Picerni. A equipe do ABC não perde em casa desde abril de 2002 foi derrotada pelo Cerro PorteÀo pela Libertadores e, no Paulista, venceu todos os jogos.
O treinador, porém, vai usar justamente esse fator para motivar seus jogadores. Em conversa com o grupo, no fim de semana, deu como exemplo o Santos no Campeonato Brasileiro do ano passado. O time de Vila Belmiro também classificou-se em oitavo lugar e eliminou o São Paulo, que havia feito a melhor campanha da primeira fase. ''O Santos se classificou no sufoco, como nós, mas depois fez bons jogos e surpreendeu.'' De acordo com Picerni, se passar pelo Azulão, o Palmeiras ganhará ainda mais confiança e poderá começar a pensar em conquistar o título.


