São Paulo - Ângela Park vive fora do Brasil desde os 8 anos, quando mudou-se com seu pai para os Estados Unidos. De repente, aos 18, essa brasileira nascida em Foz do Iguaçu, no Paraná, de origem sul-coreana e sotaque norte-americano, se transformou numa sensação do esporte ao conquistar o vice-campeonato do US Open, um dos principais torneios do mundo de uma modalidade de pouca repercussão entre os brasileiros, mas com incrível crescimento nos últimos anos: o golfe.
  Em sua temporada de estréia no milionário circuito do Associação Feminina de Golfe Profissional (LPGA), Ângela ganhou o troféu de melhor estreante, já se coloca entre as dez primeiras do ranking (ocupa a nona posição) e acumula prêmios de US$ 850 mil. Na semana passada ficou em 3º lugar no torneio Movistar, no Alabama, empatada com a número 1 do mundo, a mexicana Lorena Ochoa.
  Com seu sucesso num circuito tão badalado nos Estados Unidos como o LPGA, os norte-americanos sempre a apresentam como californiana, querendo ‘‘roubar’’ a jovem brasileira. Agora, Ângela Park vai ampliar suas ligações com o Brasil: apresentou ontem o patrocínio da LG, durante uma videoconferência desde a Califórnia. Ao ver a mãe sentada na sala do evento, num hotel de São Paulo, contou estar com ‘‘saudades’’, e disse que sente muita falta ‘‘do pão de queijo e de churrascaria’’ quando não está no Brasil.
  Seu apetite poderá ser satisfeito no próximo mês, quando estará em São Paulo para participar de um Pro-Am, campeonato de golfe patrocinado pela LG - que é coreana como seus ancestrais. Até lá, Ângela Park espera também melhorar seu português, já que tanto tempo fora do País praticamente a fez esquecer o idioma. O senso de humor, no entanto, está afinado. Especialistas afirmam que Ângela Park tem um ‘‘swing’’ (movimento para bater na bola) tão bom que seria capaz de vencer muitos profissionais entre os homens. Questionada sobre isso, respondeu com ironia ao repórter: ‘‘Por que está querendo saber, quer jogar comigo?’’

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