Torneio no Aguativa Resort reuniu atletas das federações do PR e SC: organização quer massificar a modalidade com clínicas a crianças, jovens e adultos
Torneio no Aguativa Resort reuniu atletas das federações do PR e SC: organização quer massificar a modalidade com clínicas a crianças, jovens e adultos | Foto: Gina Mardones



Cornélio Procópio - Superar as dificuldades do relevo e acertar a bola no buraco em menos tacadas possíveis é a principal meta dos jogadores de golfe. Fora da grama verde, a modalidade tem que superar outro obstáculo: o preconceito. Assim, atletas amadores procuram formas de tornar o esporte mais acessível para deixar para trás a imagem de que o golfe só pode ser praticado por pessoas com alto poder aquisitivo.

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Neste último final de semana foi realizado em Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro, o 9º Aberto Aguativa Golf Resort com a presença de mais de 45 jogadores da Federação Paranaense e Catarinense de Golfe divididos em quatro categorias no masculino e duas no feminino. Responsável técnico pelo torneio, o engenheiro Adauto Garcia trabalha como professor de golfe nos finais de semana e aposta nas clínicas e aulas experimentais para apresentação do esporte a crianças, jovens e adultos. "Faltam incentivo no Brasil e projetos para levar o golfe até pessoas que não conhecem o esporte. Hoje, a modalidade é um lazer, já que é muito difícil sobreviver só de golfe no País", afirma.

Ele lembra que a prática do esporte cresceu na região nos últimos anos, e principalmente por causa das confrarias de atletas, que se reúnem para jogar e também para socialização entre familiares e amigos. "Na Confraria Golfe Aguativa, o associado paga uma mensalidade e utiliza o campo de golfe e ainda pode trazer a família para usufruir da estrutura do resort. Os filhos dos integrantes da confraria podem convidar amigos para conhecer a modalidade. Se um hóspede tem interesse, nós damos aula gratuita de iniciação para a pessoa ter uma experiência com o esporte".

PAIXÃO
Quem faz uma ou duas aulas acaba se apaixonando pelo golfe. É o que garante a dupla Fabrício Ducci e Ruberval Humberto de Souza, que acompanhou o crescimento da confraria em três anos. "Era um grupo de até sete amigos que passou a se organizar como confraria e, hoje, somos quase 30 pessoas com a presença de jogadores de Cornélio, Londrina e de outras cidades. O objetivo é chegar em 60", lembra Souza.

Ducci conta que o interesse pelo golfe surgiu por causa de um tio escocês, que passava as férias no Brasil e acompanhava os torneios internacionais pela televisão. Mesmo assim, ele acreditava que o esporte fosse apenas para "ricos", preconceito que caiu ao iniciar a prática da modalidade. "Como no tênis ou no ciclismo, o jogador de golfe faz um investimento inicial para começar no esporte. A vantagem que os equipamentos têm uma vida útil enorme de 20, 30 anos. Se você compra novos tacos, outra pessoa pode passar a utilizar o seu equipamento tranquilamente".

Além da prática esportiva, Guilherme Pontara Palazzio, que entrou na confraria neste ano, destaca o novo círculo de amizade como um dos benefícios do golfe. "Você faz um esporte, isso faz bem para sua saúde e você ainda passa tempo com amigos e com a família. O golfe agregou muito valores no meu dia a dia, além da estrutura do campo, onde conseguimos jogar de três a quatro vezes por semana", comenta. Segundo o gerente operacional do Aguativa Resort, Wagner Pires, o local possui nove buracos, sendo necessário duas voltas para chegar aos 18 buracos previstos. "Além disso, a manutenção é realizada com frequência para deixar a grama em condições ideais para a prática do golfe", acrescenta.
O repórter viajou a convite do Aguativa Resort

Promessa do esporte já faz planos


Disputando o Aberto em Cornélio pela primeira vez, o jovem Jair Benke Júnior, 17 anos, conheceu o golfe quando o pai começou a jogar e faz grandes planos para a carreira. "Eu tinha 12 anos, praticava artes marciais, mas larguei tudo pelo golfe. Dois anos depois, tomei a decisão de me tornar um profissional", disse o atleta ranqueado pela Confederação Brasileira de Golfe (CBG). Depois do início da carreira em Toledo, Júnior se mudou para a capital do Estado, onde integra um projeto de alto rendimento do Clube Curitibano. "Treino e jogo seis dias por semana", disse a promessa do golfe paranaense. (R.F.)

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