Goleiros são mestre e discípulo
O confronto de hoje coloca em campo dois goleiros em situações opostas. Enquanto do lado do Coritiba, Régis, 33 anos de idade, dos quais 15 como jogador profissional, já passou por vários clubes como Vasco, América-RJ, Braga (Portugal) e Paraná Clube, onde foi pentacampeão (93 a 97), e tem como característica principal a frieza, do lado do Paraná, Marcos, 21 anos, dos quais 11 de Paraná, está em seu primeiro ano como titular e ainda luta ganhar reconhecimento do público.
Apesar de ter ficado dois anos na reserva de Régis no próprio Paraná, Marcos disse que não se considera um discípulo do goleiro coritibano. Segundo Marcos, tudo o que aprendeu foi por sua força de vontade e não por influência de Régis. Ele é um grande goleiro, mas tenho o meu estilo.
Marcos reconhece, no entanto, que gostaria de ter a mesma capacidade de Régis no momento de repor a bola em jogo: Nesse ponto, ele é imbatível, pois tem uma precisão incrível no chute.
Com a experiência acumulada em 20 anos de futebol, Régis garante que o aprendizado é recíproco: O jogador veterano aprende com o novato e vice-versa. O esporte é uma eterna escola. O único goleiro pentacampeão estadual, lembra que sempre manteve um bom relacionamento com seu ex-reserva dos tempos de Paraná. O Marcos é um bom profissional, com um grande potencial. Tem inteligência e um futuro brilhante.
Discordando do ditado que diz que goleiro é a posição mais ingrata do futebol, Régis diz que a verdade é exatamente o contrário. Estamos menos expostos a contusões, nossa longevidade na carreira é maior, além de realizarmos exercícios anaeróbicos, enquanto os outros são aeróbicos. O detalhe é que precisamos acreditar sempre, pois vivemos épocas boas e más. (E.C.R. e E.I.)





