Goleiros buscam reescrever a história do Mundial de 50
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terça-feira, 27 de maio de 2014
Robson Morelli<br>Agência Estado 
Teresópolis - Na única Copa que o Brasil sediou até agora, em 1950, as repercussões foram trágicas e as consequências desastrosas para o goleiro Barbosa, duramente condenado pelo País após o gol de Gigghia, do Uruguai, que tirou da seleção o que seria seu primeiro título mundial. 64 anos depois, outro goleiro carrega nas costas a pressão de um povo e o peso de uma bandeira. Trata-se de Julio Cesar, escolhido a dedo por Felipão e Parreira para defender o gol da seleção, mesmo após os erros cometidos, e assumidos, na Copa de 2010, quando o Brasil deu adeus ao hexa após derrota para a Holanda, de Sneijder.
No segundo dia de preparação da seleção na Granja Comary para a segunda Copa do Mundo no Brasil, os goleiros de Felipão esbanjaram amizade e respeito mútuo. Dos três convocados pelo treinador, apenas Jefferson é negro como Barbosa. Victor, do Atlético-MG, ocupa vaga que era de Cavalieri. E Julio Cesar, titular do time e que usará a camisa número 12, mostra-se muito mais concentrado que no passado, sem soberba para não errar de novo.
Julio vai para a sua terceira Copa, e como Gilmar, Leão e Taffarel, terá a chance de defender o gol brasileiro em duas competições como titular. "O Julio Cesar é o titular por tudo o que ele fez e representa, mas, quando digo que a vaga está aberta, é por espaço. Nos respeitamos, mas todos sabem que ninguém está aqui para cumprir tabela apenas", diz Jefferson, maduro o suficiente para herdar do companheiro o posto se for preciso durante a competição. "A nossa disputa é sadia."
Se o Brasil não acreditava em Julio Cesar depois da África do Sul, a Copa das Confederações do ano passado tratou de recolocá-lo em lugar privilegiado. Tudo naquela competição conspirou para o goleiro. O Brasil ficou com a taça, Julio foi eleito o melhor da disputa e ainda pegou um pênalti na partida contra o Uruguai quando o jogo estava empatado em 0 a 0.
Se Felipão e Parreira tinham dúvidas, e eles dizem que não tinham, a Copa das Confederações deu a Julio Cesar a chance de reescrever sua história com a seleção em Mundiais. "Estou melhor agora que em 2010. Na África do Sul, cheguei muito confiante e isso me atrapalhou. Era tido como o melhor goleiro do mundo e quando você chega a esta condição, relaxa."
MARCELO
Marcelo se antecipou ao que estava programado pela comissão técnica da seleção brasileira e chegou nesta terça-feira por volta das 10 horas na Granja Comary - ele estava liberado para se apresentar apenas nesta quarta, após conquistar com o Real Madrid a Liga dos Campeões da Europa, no último sábado, em Lisboa. O lateral-esquerdo deve participar nesta quarta dos primeiros treinos com bola da seleção em Teresópolis (RJ).
A participação de Marcelo nos exercícios com bola depende de uma melhor avaliação da comissão técnica da seleção.


