Goleiro titular é reserva na Inglaterra
Grodas não joga desde maio do ano pasado, no Chelsea, seu time. Mas para ele, jogar no Mundial é muito importante
Agência Estado
France PresseMuita forçaNo ensaio de ontem, o elenco correu muito. Como Ole-Gunnar e Egil Olstentadt, que estão prontos É melhor ser o terceiro ou quarto goleiro de um clube inglês que o titular de uma equipe norueguesa. Este pensamento, estranho para muitos, é uma decisão exclusivamente financeira do goleiro Frode Grodas, 33 anos, o número 1 da seleção da Noruega. Titular indiscutível na equipe do técnico Egil Olsen, Grodas não joga uma partida oficial por um clube há mais de um ano. A última foi em maio de ano passado, quando defendia o Chelsea, da Inglaterra.
‘‘É claro que me sinto muito mal por isso, mas é assim mesmo’’, comenta o goleiro, conformado com o banco de reservas. Renegado no Chelsea, Grodas mudou-se, há cerca de três meses, para o Tottenham, também da Inglaterra. Lá também não joga. ‘‘Acho que chegou a hora de mudar novamente de clube’’, conclui.
A decisão de procurar um novo clube não significa, porém, voltar para casa. ‘‘A minha intenção é ficar mais uns quatro ou cinco anos jogando fora da Noruega’’, afirma. Voltaria apenas com 38 anos, para encerrar a carreira. A razão para jogar fora do país é apenas financeira. ‘‘Precisamos ganhar dinheiro e não conseguimos isso na Noruega’’, justifica.
O salário mais alto na Noruega fica em torno dos US$ 120 mil por ano. No geral, ganha-se muito menos que isso no país nórdico. Os salários baixos influenciaram a vida de outros atletas da seleção. Dos 22 convocados, metade joga na Inglaterra, um mercado rico e recentemente aberto para jogadores do resto da Europa. Como Grodas, muitos são reservas em suas equipes.
O Machester United tem três atletas, o Liverpool e o Tottenham ficam com dois cada. Além de Grodas, o Tottenham tem outro goleiro da seleção norueguesa, o reserva Espen Baardsen. Everton, Leeds, Chelsea e Southampton completam a lista. O zagueiro Dan Haggen joga Espanha; o meia Erik Mykland, na Grécia; e os meias Redkal e Havard Flo, na Alemanha.
No gramado do Estádio de Saint-André-des-Eaux, onde a seleção norueguesa faz sua preparação, Grodas conta que sente dificuldades por não estar em permanente atividade. No último ano, disputou apenas 11 partidas, todas pela seleção. ‘‘É fundamental você jogar partidas de um nível técnico alto, o que não acontece comigo’’, lamenta.
Mesmo assim, Grodas tenta provar que também existem estímulos. ‘‘Treino muito para compensar o ritmo perdido com a falta de jogos’’, garante. A seu favor ainda estão a confiança do técnico Egil Olsen e sua experiência. ‘‘Jogo futebol há muitos anos e ainda não esqueci como se faz.’’

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