Goleiro Rogério também reclama da nova bola
São Paulo, 29 (AE) - Além do novo design, que utiliza apenas 12 gomos (as tradicionais têm 32), a bola é feita com microfibras de carbono. Os testes feitos pela Penalty mostraram que ela retém apenas 4% de água e, por ter menos costuras, é 15% mais rápida que as demais. Os goleiros Zetti (Santos), Velloso (Palmeiras) e Rogério (São Paulo), além do técnico santista Emerson Leão, foram chamados em julho do ano passado para testar a nova bola e aprovaram o modelo futurista, que também recebeu o aval da Fifa. Agora, Rogério diz que a bola é diferente da que ele testou.
"A bola que estamos jogando não tem nada a ver com aquela que eu testei", diz Rogério. "Devem ter comprado a bola errada, alguma coisa aconteceu." A Penalty já tinha lançado um modelo parecido no ano passado, mas as broncas dos jogadores alegando que a bola acumulava muita água fez a empresa recuar e voltar ao modelo tradicional.
O gerente de relaçäes esportivas da Penalty, Carlos Saraiva, rebate as críticas dos atletas. Lembra que a bola foi usada na Copa São Paulo e nenhum garoto reclamou. Diz também que são apenas alguns jogadores que estão reclamando. "O pessoal do Corinthians passou este tempo todo treinando com o modelo antigo, é claro que sente a diferença quando vai jogar com a bola nova", justifica Saraiva.
Ele diz que as reclamaçäes estão ocorrendo porque os jogadores e, principalmente, os goleiros estão dando vexame nos primeiros jogos da temporada. A empresa estará fornecendo o novo modelo para a disputa de oito campeonatos estaduais: paulista, carioca, paranaense, gaúcho, mineiro e pernambucano.
Não é todo mundo que está contra o novo modelo. "Agora ficou mais fácil arriscar chutes de longa distância", avalia o atacante Aílton, da Portuguesa. No jogo contra o São José, Aílton marcou um gol da intermediária. A Lusa ganhou por 2 a 0. O meia França, do Fluminense, também ficou satisfeito com a potência que seu chute alcançou nos dois gols que marcou na vitória sobre o Vasco por 4 a 2.
O grande problemas que os clubes deverão enfrentar com o lançamento do novo modelo será a variedade de bolas que terão de usar ao longo do ano. A bola da Penalty será usada apenas nos torneios estaduais. Na Copa do Brasil e no Brasileiro, o modelo usado é o tradicional, de 32 gomos, fabricado pela Umbro.
Na Libertadores e Copa Mercosul, a fornecedora também é a Penalty, que ainda não definiu se vai fornecer o modelo novo ou o tradicional. Com jogos de diferentes competiçäes sendo disputado simultaneamente,os jogadores terão de treinar com vários modelos de bola de acordo com o jogo seguinte.





