Rio de Janeiro - O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter, confirmou que o goleiro Fabiano, do América-MG, pode ser afastado do futebol por até um ano. O tribunal vai aguardar a súmula do árbitro paranaense Marcos Tadeu Mafra para levar o caso a julgamento. Ele foi agredido por Fabiano com um tapa no rosto e um pontapé, durante jogo com o Avaí, na terça-feira, pela Série B.
O goleiro será denunciado com base no Artigo 228 do Código Brasileiro Disciplinar de Futebol (CBDF), que prevê pena de suspensão de 60 a 360 dias para quem pratica ''vias de fato'' contra árbitro ou auxiliar em função. Mas não é só Fabiano que pode ser punido. ''O árbitro também sofrerá sanções'', afirmou Zveiter. Neste caso, Mafra seria enquadrado no Artigo 236 do CBDF, passível a suspensão de 30 a 60 dias.
Tumulto O América-MG vencia por 1 a 0, quando aos 40 minutos do segundo tempo, Mafra marcou pênalti a favor do Avaí. Fabiano reclamou com veemência e recebeu cartão amarelo. Inconformado, partiu para a agressão. Primeiro, levou as duas mãos ao rosto do árbitro. Em seguida, correu atrás dele e lhe acertou um pontapé. Rapidamente, a Polícia Militar entrou no gramado e prendeu o goleiro em flagrante. O pênalti foi cobrado para fora e o América-MG ganhou o jogo. Horas depois, na 3 DP de Florianópolis, Fabiano teve de pagar fiança para ser liberado.
Ontem, Fabiano admitiu que está ''muito preocupado'' com a possível punição. Porém, não deixou de atacar a atuação de Mafra, a quem acusou de ofendê-lo. Fabiano disse que falou ''educadamente'' com o árbitro ao reclamar do pênalti. ''Não ia adiantar nada, não ia voltar o pênalti, mas eu virei as costas e ele me ofendeu e ainda me deu o cartão amarelo, que seria o meu terceiro cartão, aí eu perdi um pouco a noção do espaço e do tempo e a vontade que eu tinha ali era de pegá-lo''.

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