Imagem ilustrativa da imagem Goleiro passa por cirurgia; sobreviventes chegam em Chapecó
| Foto: Raul Arboleda/AFP
Além de Alan Ruschel (foto), o jornalista Rafael Henzel também deixou a Colômbia ontem; zagueiro Neto será o último sobrevivente a ser transferido


Chapecó - O goleiro Jackson Follmann chegou no início da madrugada de ontem ao Brasil, por volta de 0h20, no aeroporto de Congonhas. Ele é o primeiro dos quatro sobreviventes brasileiros do acidente aéreo que matou 71 pessoas no último dia 29, em avião que levava a delegação da Chapecoense para a Colômbia, a retornar para o País.
Quase uma hora depois, o jogador foi levado por uma ambulância para o hospital Albert Einstein para realizar cirurgia na vértebra C2, da coluna vertebral. A operação, a ser realizada pelo ortopedista do clube catarinense, é delicada e o hospital foi escolhido por ter equipamentos que ajudam no procedimento.
Segundo o médico da equipe catarinense, Marcos André Sonagli, o atleta parecia aliviado quando o avião chegou a São Paulo. "Ele não tinha expressão. A única coisa que vi foi ele soltando o ar. Ele estava segurando um pouco a respiração na hora do pouso e, quando o avião tocou o chão, ele soltou o ar. Então, sem dúvida, foi uma sensação de alívio", contou.
Sonagli, que acompanhou Follmann em todo o translado feito pelo em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) desde a Colômbia, comemorou o retorno do atleta ao Brasil e elogiou toda a infraestrutura para que a viagem não prejudicasse a saúde do goleiro.
"A partir do momento que a gente traz nossos quatro sobreviventes de volta, os três jogadores e o jornalista Rafael Henzel, a gente pode realmente comemorar a vitória. Hoje está sendo o primeiro gol, espero que nos próximos dias façamos o segundo, o terceiro e quarto", afirmou.
Ontem, o lateral Alan Ruschel e o jornalista Rafael Henzel deixaram a Colômbia e deveriam desembarcar na cidade catarinense por volta das 21h. Logo após o desembarque, Ruschel e Henzel vão continuar em quartos de isolamento no Setor C do Hospital Unimed de Chapecó. (Com Folhapress)

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