Goleiro guitarrista sonha com volta à seleção
Goleiro guitarrista sonha com volta à seleção4/Mar, 12:41 Por Eduardo Maluf São Paulo, 04 (AE) - Rogério Ceni não se considera diferente dos outros esportistas, mas seguramente tem um estilo de vida muito particular. Em vez de sair para exibir o carro ou curtir a noite paulistana, por exemplo, o goleiro prefere tocar guitarra em seu apartamento ou mesmo no CT da Barra Funda, nas concentrações. No segundo semestre de 1998, começou a ter aulas de violão, acompanhado do colega Fábio Aurélio. O lateral desistiu no início, mas Rogério continuou até aprender a "enganar", como gosta de dizer. Preferiu, depois, deixar o violão para dedicar-se apenas à guitarra. "Admito que tenho um gosto musical diferenciado", diz o atleta, que é fã do grupo Pink Floyd e de Shania Twain (cantora norte-americana). Entre um treino e outro, a guitarra é a melhor companheira. "É uma diversão", conta ele, que também se considera fanático por cinema. Rogério não chegou a concluir o 2º grau - parou no 3º colegial -, mas tem nível intelectual considerado elevado para a classe dos jogadores. Entre outras coisas, lê jornal e fala inglês. Por isso, acredita que, às vezes, é prejudicado por "falar demais". Em 99, disputou o último jogo com a camisa da seleção em amistoso com o Barcelona. Rebateu duas bolas que resultaram em gols da equipe espanhola e no retorno não admitiu ter falhado. Nunca mais foi convocado por Wanderley Luxemburgo, mas agora sonha com a volta. "Quero muito disputar uma copa." Rogério se considera no nível de Dida e Marcos, os preferidos de Luxemburgo. Satisfeito com a hegemonia no gol tricolor, ele confia na reação da equipe e espera ganhar um título como presente de casamento. Namora há oito anos a psicóloga Sandra. Entre conquistas e derrotas, Rogério enfrentou um momento trágico. Em 93, participava de uma excursão pela Espanha, estreando como profissional no São Paulo, quando soube da morte da mãe (Hertha). Retornou ao Brasil para o enterro e, no dia seguinte, estava de volta à Europa. "Tive apoio de familiares para retomar a vida e a carreira."





