Belo Horizonte - Cruzeiro e Santos foram destaques do Campeonato Brasileiro entre 2002 e 2004. Agora, ambos são apenas sombra dos times de jogo agradável e eficiente daquelas temporadas. A prova veio no clássico do início da noite de ontem, em Belo Horizonte. O público que esteve no Mineirão só não sentiu tédio total por conta dos protestos e dos gols do empate de 1 a 1.
A torcida percebeu logo que havia caído na armadilha de acreditar que Santos e Cruzeiro honrariam a tradição de grandes duelos. O desespero do torcedor mineiro aumentou aos 24 minutos do segundo tempo. Quando o jogo andava mais sonolento do que nunca, o Santos resolveu pregar uma peça. Zé Roberto desceu pela esquerda e cruzou para Kléber desviar de cabeça. Foi o seu quarto gol no Brasileiro.
O Cruzeiro partiu para o tudo ou nada - e até que conseguiu diminuir o vexame. Aos 41 minutos, o zagueiro Luiz Alberto fez falta e foi expulso. Na cobrança, Gladstone teve ajuda excepcional de Felipe: o goleiro do Santos se agachou e a bola passou entre suas pernas. Empate, num gol esdrúxulo como o jogo.

EM BELO HORIZONTE

Cruzeiro 1

Fábio; André Luís, Gladstone, Eliézio (Ferreira) e Gabriel; Fábio Santos (Léo Silva), Martinez, Élson e Leandro; Wagner e Diego (Kerlon). Técnico: Oswaldo de Oliveira

Santos 1

Felipe; Domingos (Rodrigo Tabata), Ronaldo Guiaro e Luiz Alberto; André Oliveira, Heleno, Cléber Santana, Zé Roberto e Kléber; Jonas (Wellington Paulista) (Manzur) e Reinaldo. Técnico Vanderlei Luxemburgo

Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Estádio: Mineirão
Gols: Kléber, aos 24, e Gladstone, aos 42 minutos do 2º tempo
Cartão vermelho: Luiz Alberto

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