Goleiro do Palmeiras mantém otimismo
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Agência Estado 
São Paulo - Em queda livre no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras ocupa hoje a 12 colocação, com 41 pontos, nove atrás do quinto colocado Fluminense, que hoje garantiria a última vaga brasileira para a Libertadores. Faltando apenas oito rodadas para o fim da competição, os palmeirenses reconhecem as dificuldades, mas seguem acreditando que podem estar na competição continental em 2012.
''Temos mais 24 pontos a serem disputados e ainda vamos ambicionar até mesmo a Libertadores, apesar de saber de todas as dificuldades. Em um campeonato como esse, é muito difícil ficar pensando que agora não dá mais. Vamos tentar fazer a nossa parte, pensar jogo após jogo e ver no que vai dar'', declarou o goleiro Deola, que vem sendo titular do time enquanto Marcos é poupado.
A missão palmeirense parece ainda mais difícil por conta da crise interna no clube, após o caso de agressão ao volante João Vitor, que desencadeou um desentendimento entre o técnico Luiz Felipe Scolari e o atacante Kléber, resultando no afastamento no jogador. Mesmo assim, a ordem no grupo para a partida diante do Figueirense, sábado, no Canindé, é não abaixar a cabeça.
''É óbvio que a vaga para a Libertadores é muito difícil, mas não é impossível. Faltam oito jogos e temos de pensar jogo a jogo. Contra o Figueirense, na próxima rodada, não nos resta outra alternativa a não ser vencer'', declarou o auxiliar técnico Murtosa, que ocupou o lugar de Felipão na derrota de domingo para o Fluminense - o treinador estava em Portugal.
Leilão
No canteiro das obras da Arena Palestra, o Palmeiras guarda em uma sala um pouco de sua história. São objetos como traves, redes e placas do velho Palestra Itália, que hoje está quase no chão. O torcedor mais fanático já se perguntou faz tempo aonde foram parar alguns dos itens do antigo estádio e por que o clube nunca os colocou à venda. E a conclusão parece óbvia: o Palmeiras podia ter faturado muito dinheiro com suas relíquias.
A crise política, a troca de diretoria no começo do ano e a constante má fase da equipe são algumas das explicações dadas pelo pessoal do departamento de marketing. Mas nada disso convence conselheiros e torcedores, que reclamam da falta de atitude da atual administração.
Assim que a paz voltar a reinar, o Palmeiras espera vender as cadeiras das numeradas e do banco de reservas, placas de indicação e escudos do clube, por exemplo. ''Tem até uma tampa de bueiro forjada especificamente para a gente, com as iniciais dos nomes do clube e da Indústria Francisco Matarazzo'', explicou Rogério Dezembro, que fazia parte do marketing alviverde até o fim de 2010 e agora trabalha na WTorre, empresa responsável pelas obras no estádio. ''No ano passado fizemos um levantamento fotográfico e catalogamos todos os itens''.
A ideia do Palmeiras é colocar toda essa memorabilia em leilão. Afinal, são menos de 100 itens e seria difícil comercializá-los em lojas. ''Acho que dá para arrecadar R$ 500 mil'', imaginou Francisco Gallucci Neto, gerente de marketing do clube. ''Só estamos esperando o momento certo para isso. Esperar o time melhorar e aguardar o prédio administrativo da Arena ficar pronto. Se fizéssemos esse leilão agora talvez perderíamos dinheiro''.
Apesar do discurso, Gallucci reconhece que não há data para a realização do leilão - pode ser esse ano ou apenas em 2012.


