Esta não é a primeira vez que o goleiro Rogério Ceni, 27 anos, nascido em Pato Branco, Sudoeste do estado, é convocado para integrar a Seleção Brasileira. Ele já foi convocado 18 vezes, mas em apenas oito delas jogou. Com o próximo jogo, amanhã, contra a Colômbia, no Estádio do Morumbi, em São Paulo, serão nove jogos e apenas seis gols sofridos.
Conhecido como goleiro-artilheiro, pelas suas cobranças de falta no São Paulo Futebol Clube, seu atual clube, Rogério tem grandes chances de também fazer gols pela Seleção. ‘‘No início achava que o que ele fazia era loucura, mas hoje não acho mais. Ele desempenha muito bem também esta função’’, diz o técnico Emerson Leão. E ressalta: ‘‘Se não tivermos um atleta com a competência dele para cobrar faltas, vamos chamá-lo sim. Por que não?’’
Rogério só vê a opinião do técnico Leão como um elogio. ‘‘Se eu for chamado para as cobranças ficarei bastante satisfeito. Seria um grande voto de confiança’’, afirma o goleiro.
Mesmo gostando da idéia de marcar gols pela Seleção Canarinho, Rogério promete não deixar de cumprir bem a sua principal missão, que é defender as bolas do ataque colombiano. ‘‘Agora tenho um técnico que sabe muito bem o que está fazendo. Sei que ele já viveu a mesma pressão. Vou procurar corresponder bem as expectativas do treinador e também quero aproveitar bastante a oportunidade de aprender com ele. Acho que ele tem muita coisa para me ensinar.’’
O jogador, que começou a se destacar no futebol jogando pelo Sinop, do Mato Grosso, ganhou a posição de goleiro titular do São Paulo, com a saída de Zetti, no ano passado. Ele é um dos remanescentes da época em que Telê Santana dirigia a equipe. Com pouca idade e uma boa experiência, Ceni diz que quer devolver para a torcida brasileira a confiança na Seleção.
‘‘O torcedor brasileiro está carente de futebol. Acredito que eles venham ao Morumbi com uma nova expectativa. É uma seleção de muitas mudanças. Agora só depende de nós mesmos motivá-los. Temos que devolver a confiança a eles’’, diz o jogador.
O lateral Cafu, que completará amanhã, contra a Colômbia, cem jogos pela Seleção Principal, concorda: ‘‘Se não fizermos o gol nos primeiros 10, 15 minutos de jogo, sabemos que a torcida vai começar a vaiar. Temos que entrar muito bem para que a torcida possa nos incentivar durante os 90 minutos de jogo’’.
Já o técnico Emerson Leão diz que para devolver a confiança é preciso primeiro que o torcedor também colabore. ‘‘Esperamos que o torcedor compareça no Estádio do Morumbi. Ele comparecendo faremos todo o possível para dar a ele o que ele veio buscar.’’
A principal ausência da Seleção Brasileira para o jogo contra a Colômbia é o atacante Romário, que após o treino de ontem de manhã, sentiu uma contusão na coxa esquerda e foi substituído por Edmundo .
‘‘Nesta Seleção não existem titulares ou reservas. Acho que todo mundo que está aqui tem o seu valor. Quanto à entrada de Edmundo, só posso dizer que é um grande goleador e que vem enfrentando uma ótima fase na sua carreira’’, diz o goleiro paranaense.

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