São Paulo - Nunca o Campeonato Brasileiro viu um trio tão arrasador como o do Cruzeiro de 2003. E nunca a competição teve um clube que dependesse tanto de tão poucos jogadores. Deivid, Aristizabal e Alex fizeram todos os 23 gols do melhor ataque do Nacional.
Até agora, os três asseguram à equipe mineira a histórica média de 3,29 gols por partida. Nenhum clube que tenha disputado uma edição inteira do campeonato teve média de pelo menos três gols.
Se aumentarem um pouco o ritmo, os atletas do time mineiro podem superar o feito de outra equipe comandada por Luxemburgo, que em 1996 comandou o histórico ataque dos 102 gols do Palmeiras no Campeonato Paulista.
Como acontece com o Cruzeiro hoje, o Palmeiras, que tinha astros do quilate de Rivaldo e Cafu, também conseguiu uma longa série invicta. O clube do Parque Antarcitca foi imbatível por 30 jogos. Os mineiros ainda não perderam neste ano. Estão invictos há 31 partidas. A última derrota foi em outubro de 2002, para o Coritiba.
Coincidentemente, as máquinas de gols de Luxemburgo se destacaram em torneios disputados em pontos corridos. Coincidências também envolvem os três goleadores do vice-líder do Nacional. Aristizabal, Alex e Deivid já fizeram sucesso no futebol paulista e sentem neste momento o gosto de dar a volta por cima em seu clube atual.
O colombiano, que divide a terceira posição na artilharia com Alex e Dimba (Goiás), jogou no São Paulo entre 1996 e 1998, e se destacou ao lado de Dodô. Depois, foi para o Santos, mas não vingou e retornou ao futebol colombiano para jogar no Deportivo Cali, em 2001. No ano passado, voltou a atuar no Brasil pelo Vitória e foi lembrado pelos dirigentes do Cruzeiro em 2003.
Ari, como é chamado pelos colegas, reencontra o seu melhor momento ao mesmo tempo que Alex, que perdeu uma vaga na seleção brasileira e não foi para a Copa de 2002. ''Nós colocamos o Alex no peso ideal, cuidamos da alimentação dele, e ele voltou a brilhar'', comemorou o presidente do clube, Zezé Perrella.
Deivid, isolado na artilharia do Nacional, é o que fez a melhor temporada entre os três matadores cruzeirenses em 2002. O ex-corintiano conquistou o Rio-São Paulo e a Copa do Brasil, competição da qual foi o artilheiro. Mesmo assim, a diretoria corintiana preferiu negociá-lo.

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